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29 de outubro de 2023

Gakuen Babysitters (TV)

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Por Escritora Otaku

Desde 2014, tenho estado mais atenta nas temporadas de animes que são transmitidas e minha favorita até hoje é a de outono, o que não quer dizer que as demais eu não assista. Posso ser muito chata ou muito boazinha com animes de inverno, primavera e verão: a quantidade depende demais de identificação, recomendação e até experimentar para ver se vou ou não gostar. E foi assim que acabei entrando, por conta própria, nos posts de Fim de Temporada do Animecote e estou nessa até hoje, quando dá pra montar uma lista de animes de temporada sem receios.

Vamos para a Temporada de Inverno de 2018, onde tudo começou: como uns viram, montei minha primeira lista, seguindo os termos estabelecidos pelo site. Curioso que esta estreia minha veio com o fator de sem repetições de animes, ou seja, falei dos animes que mais curti acompanhar e o mesmo fez o Evilasio; outro caso foi que na lista dele, tinha animes que também tinha visto, “Mahoutsukai no Yome”, “Devilman Crybaby” e “Overlord II” e porque estes não entraram na lista minha, me perguntam? Porque um foi uma baita decepção, salva apenas a animação e a ambientação fantástica; o segundo só vi porque todo mundo estava falando e conferi, foi bom, só não é para mim, mesmo ciente de suas qualidades e do trabalho mais autoral do seu diretor e o terceiro teve uma disputa ferrenha com “Dagashi Kashi 2”, perdendo por não ter tido uma narrativa mais envolvente e pelo estúdio ter perdido seu charme mais característico, roteiro e animação impecáveis.

História contada, vamos ao que interessa: o anime que me deu muitas alegrias ao lado de “Miira no Kaikata” e que na lista ficou acima da fofinha múmia e seus amiguinhos; ambos acabei revendo episódios na época, algo que só fiz de novo em “Mairimashita! Iruma-kun”. E claro, meu personagem favorito, uma criança muito fofinha, quieta e amante de livros, o Kotarou. Que foi pra mim a criança mais fofa de 2018 nos animes que pude ver. Vão entender na resenha abaixo.

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Ano: 2018
Diretor: Shusei Morishita
Estúdio: Brain’s Base
Episódios: 12+especial
Gênero: slice of life/comédia
De onde saiu: mangá, 25 volumes, em andamento

Quando os pais têm filhos e não tem tempo de ficar de olho neles, as alternativas vêm: parentes, como avós e tios/tias; vizinhos de confiança; creches, escolinhas e jardins de infância são as que lembramos certo? Cada uma com suas vantagens e desvantagens, fora que temos as agências de babás ou aqueles que entram de babás para ganhar uma grana ou ter mais contato com crianças em geral.

Deste pessoal, a figura da babá é vista mais com famílias mais abastadas ou na ficção. Essas são jovens ou adultos que tem a responsabilidade de cuidar de bebês e crianças novas, enquanto os pais estão fora de casa. Esse contexto permite a contação de muitas histórias. Muitas narrativas de animes retratam a relação entre babás ou pessoas que tomam conta de crianças pequenas, bichos de estimação, ou seres/criaturas de todo tipo e espécie.

Muitos fatores devem ser considerados nesse contexto, como as necessidades, hábitos, alimentação e adaptação dos pequenos para estes sentirem felizes e crescer no ritmo de cada um. Fácil cuidar de crianças pequenas? Na maioria, não e nem todos têm a paciência ou afeto para cumprir o dever. A graça está em como a relação é construída e seus resultados, em curto e longo prazo.

Da cabeça de Hari Tokeino, nas páginas da revista Lala, desde 2009, “Gakuen Babysitters” traz uma ideia de um clube de babás cuidado por rapazes. Pergunta básica: A maioria das babás são moças? De fato! Porém isso não quer dizer que a ala masculina não possa encarar a mesma responsabilidade e ir tão bem quanto.

Os irmãos Kashima, Ryuuichi e Kotarou perdem seus pais num acidente e são adotados pela diretora do colégio, que também teve seu filho e nora mortos no mesmo acidente. Ela os adota e dá uma condição para mantê-los: para cuidar do irmão mais novo, Ryuuichi terá de entrar no clube de babás, no trato dos filhos/filhas pequenos das professoras do colégio que irá estudar.


Assim, Ryuuichi é conduzido à sala do clube e conhece os que farão parte de sua nova vida: o funcionário “responsável”, Usaida, e as crianças que deve tomar conta lá, Taka,o mais traquinas, que curte super sentai e anda com uma espadinha de brinquedo, Kirin, uma menininha muito simpática e compreensiva, os gêmeos Takuma e Kazuma, o primeiro sempre sorrindo e o outro com cara de choro (sempre unidos) e Midori, a bebê e caçulinha do grupo, que tem afeição pelo Usaida. Quando eles são apresentados, há um medo inicial dos pequeninos, mas logo aceitam as presenças dos dois irmãos. Em um momento futuro da história também, o irmão mais velho de Taka, Hayato, passa a freqüentar o lugar. Ele compartilha seu tempo fora da escola e de casa entre o clube de babás e o de beisebol.Durante o anime acompanhamos esta fase nova dos irmãos Kashima e a adaptação destes a ela, enquanto fazem novas amizades e se desenvolvem como pessoas.


Num tom direto, a narrativa segue muito dos aspectos comuns em obras sobre o cotidiano (slice-of-lifes) e escolares. Nada de mais à primeira vista, o que difere é como estas situações são mostradas ao longo da trama, revelando muito do perfil dos personagens apresentados perante situações quase comuns. Uma destas visões é referente às crianças, onde vemos suas relações a cada nova descoberta ou a maneira que enxergam o mundo ao redor das mesmas. Ao longo da dinâmica da maior parte da série acompanhamos a vida de Ryuuchi e Kotarou e adentramos com o novo circulo de amizades em que ambos são inseridos.

O anime em si é bem direto, com um traço simples e tipicamente comum da demografia shoujo, destaque ao visual das crianças, sendo baixinhas e fofas. Curiosamente, as músicas de abertura e encerramento são cantadas por seiyuus (atores de voz) da série. A música “Endless happy world”, interpretada pelo Daisuke Ono, é o tema da abertura. Essa música tem um tom calmo e relaxante, diferente do que estamos acostumados para esse seiyuu. Já “Oshiete yo”, tema de encerramento, é interpretada pelos seiyuus Koutarou Nishiyama e Yuuchirou Umehara. Essa música é bem animada e combina com o encerramento, onde destacam-se as crianças dançando numa fofura muito bem-vinda.


Simples, sem querer ir além, e direto em seu desenvolvimento, “Gakuen Babysitters” conquista pelo carisma e sim, pelas crianças fofinhas em suas descobertas. Mais um para minha lista de animes de quem cuida de crianças pequenas.

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18 de dezembro de 2022

Resenha: Devilman (TV)


Por Escritora Otaku


Para chegar até aqui, passei por várias versões (ou adaptações) dessa história: de OVA’s, filme live-action e, até a mais que dita e falada de 2018, série “Devilman Crybaby”, ou seja, tive várias experiências com as adaptações de um dos animes/mangás mais conhecidos de Go Nagai. No entanto, como conheci mesmo esta obra? Lembro que foi em sites que falavam do mangá em si e de seu impacto, então daí para ver suas adaptações foi um salto; das tantas produções já feitas, diria com todo prazer que curti o filme live-action, apesar das “tosqueiras” declaradas, e um crossover com “Cyborg 009”, que amei o visual do casal principal.

Ok, tudo bem e aí? Num geral, das produções que pude ver a que realmente gostei nem é mesmo uma adaptação, e nem tanto por ter sido a primeira animação da obra e por sua abertura ter atravessado os tempos, mas pelo seu charme está em como criaram uma história nova para algo remetente a uma série tokusatsu e que tem muita cara das produções mais famosas da Tatsunoko (foi um choque saber que era de outro estúdio, tão antigo quanto). A ideia aqui é bem interessante e seria legal se houvesse uma nova versão disto, ainda bem que dá pra imaginar nas escritas. Sim, fiz uma fanfic disto e ela está bem bacana, com elementos da animação com toques mais modernos e uma história que aprofunda o pouco que sua versão anime mostrou (é assim que faço com animes que tem ou não potencial e podem render boas histórias, acreditem). Fora isso, ainda fiz duas fanarts dos dois personagens principais, como seriam estes em versões mais atuais, que ficaram uma graça de desenho.

Enfim, chega de falatórios e vamos ao anime em questão e vamos entender porque não é uma adaptação (a resenha dará os maiores esclarecimentos) e verão que é possível uma obra ganhar uma visão diferente do óbvio.
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Ano: 1972
Diretor: Masayuki Akehi/Tomohasu Katsumata
Estúdio: Toei Animation
Episódios: 39
Gênero: ação/terror/comédia
De onde saiu: original (mas inspirado pelo mangá Maou Dante) (o mangá de Devilman foi lançado ao mesmo tempo em que o anime)

Na ficção, quando um personagem ganha relevância além de suas origens, é comum que haja versões semelhantes ou com algumas diferenças do original. É comum isso acontecer com adaptações de livros, quadrinhos, games e afins, nesse caso é normal a adaptação não ser fidedigna. A graça disto é pensar maneiras diferentes de como tais personagens se comportariam, e em parte pode sair algo muito diferente daquilo que costumamos imaginar. Nem mesmo animes fogem dessa máxima, comparando um anime mais antigo e um mais recente, vemos elementos narrativos, trama e personagens que focam em um ou outro ponto, sendo parte da responsabilidade da equipe de produção envolvida definir se a obra será mais ou menos fiel ao original. Sem maiores dúvidas, há quem critique o excesso ou falta do conteúdo, uns mais, outros menos a maioria crítica (óbvio demais...).

As fanfics são exemplos claros de mudanças feitas como base na imaginação do autor. Utilizando-se de características comuns das obras, recriando tudo, ou aplicando novos contornos para a mesma trama e personagens. Para isso, quem escreve tem de ter noção da obra a ser abordada e como fará o contexto funcionar do começo ao fim. Uns criam uma nova aventura, outros usam certo personagem e o coloca num cenário mais “favorável” ao seu estilo ou desenvolvem uma trama nova com tais personagens, neste último caso, temos uma releitura.

Para o anime a ser analisado nestas linhas, imagine que temos um mangá de muito sucesso e querem uma versão animada deste. A obra em questão era “Maou Dante”, o problema é que estamos nos anos 70 e o conteúdo da obra não é adequado para ter uma adaptação para TV (somente muitos anos depos, em 2002, “Maou Dante” ganhou um anime de 13 episódios pra ser chamado de seu). Na visão de muitos, o assunto morreria aqui, mas havia uma opção que satisfaria os envolvidos: pegar somente alguns elementos de mais importância, os personagens mais relevantes e, com isso, criar uma nova trama voltada ao público da época. E assim, nascem o mangá e a primeira versão animada de “Devilman”, uma das obras mais conhecidas de Go Nagai.

O mangá foi publicado na Weekly Shonen Magazine, de 1972 a 1973, totalizando cinco volumes; a obra teve várias adaptações ao longo dos anos, dois OVA’s, um nos anos 80 e outro nos anos 2000; um filme live-action; alguns crossovers e mais recentemente, outro anime, “Devilman Crybaby”, que botou em animação a história completa da versão mangá com um estilo único de arte e animação, cortesia do seu diretor. Fora outros mangás e novels que contextualizam o conteúdo original, incrementando ou atualizando o que é visto na obra original. Ao lado de “Cutie Honey” e “Mazinger Z”, também com várias versões entre animações e live-action, é uma das obras mais reconhecíveis do seu mangaká. No Brasil, saíram o filme live-action, o último anime pela Netflix e o mangá, em versão de luxo pela NewPop.

Voltemos ao anime de 1972 que é justamente uma reimaginação da obra por inteiro, já que, o que veio depois foi seguindo mais à risca do mangá, que foi publicado ao mesmo tempo que esse anime era exibido. Então chegamos ao ponto mais crucial de todos: este anime não pode ser dito como adaptação nos termos comuns e sim como uma nova visão, com seu próprio enredo, personagens e desenrolar.


Somos logo apresentados a três demônios que são trazidos por Xenon (ou Zenon), o líder dos demônios, para uma luta até a morte. Quem vencer irá usar um corpo humano e sua missão é causar o caos no mundo humano. Destes três, temos nosso protagonista, Devilman (Amon) (sua aparência é literalmente o nome que possui) que se consagra vencedor e assume o corpo de Akira Fudo, um jovem rapaz que acompanhava o pai nos confins da Himalaia ( ambos Akira e seu Pai morreram nessa aventura). Nessa versão, que é bem diferente das demais encarnações/adaptações, o protagonista já falece e quem fica com seu corpo é o próprio Devilman, que o usa como disfarce de sua real identidade. Vemos então o protagonista se mudar para o Japão e vive com a família Makimura, onde se comporta como um delinquente juvenil e “esquece” de sua missão.

Quando surge um demônio para fazê-lo relembrar de sua presença, inicia a jornada do protagonista que passa a enfrentar variados demônios, acabando com os planos mirabolantes desses, que costumam aterrorizar os humanos. O motivo de o personagem esquecer-se do seu dever inicial é ter se apaixonado pela Miki, a filha mais velha dos Makimura, que é a única que coloca Akira em rédeas curtas quando este se comporta mal. E isso tudo acontece no primeiro episódio, em resumo...

A estrutura do anime é bem direta: os demônios são chamados por Xenon para dar cabo ao traidor, podendo atacar diretamente a este, ou elaboram planos malvados para atingir os humanos e só quando encurralados tem sua luta contra Devilman. Com alguns casos de demônios bancando os subordinados do seu líder, enviando seus capangas e, quando encurralados, partem para a luta derradeira e tal como os demais inimigos, são mortos pelo protagonista. Caso isso não soe familiar, esta é a típica narrativa de monstro da semana advinda dos tokusatsu, pois temos o herói; a mocinha; os vilões do dia; as lutas e os planos mirabolantes dos inimigos. Justamente assim que esta versão animada funciona do começo ao fim, com tudo que um bom anime dos anos 70 tem direito e mesmo não tendo a extrema violência do mangá, compensa de outra maneira.

E quais são os elementos do mangá que também estão no anime? A começar pelo segundo/segunda oponente de Devilman, Sirene, a demônio alada, que teve diversas aparições nas adaptações que vieram do mangá, sendo uma personagem recorrente desde as versões iniciais de Devilman. Um elemento diferente no anime em relação ao mangá diz respeito ao personagem Ryo, que no anime, em parte, corresponde a outro personagem, Himura, que possui a mesma aparência do personagem do mangá. Já, do elenco tanto do anime quanto do mangá, estão a família Makimura (pai, mãe, filho caçula e a filha mais velha) e outros pontos que apenas os mais atentos, conhecedores do anime e do mangá, podem descobrir.

E para não deixarmos passar, vou falar de algo que atravessou gerações e se tiver escutado por aí, vem desta animação, a famosa música de abertura de Devilman. Interpretada por Keizo Toda, “Devilman no Uta” é a típica “anisong” que remete a músicas de tokusatsu, realçando bem o que vemos do protagonista em suas aventuras. Ambas, melodia e letra são simples e grudam que nem chiclete que é uma maravilha. Já o encerramento, “Kyou mo Dokoka de Devilman”, do mesmo cantor, segue a vibe de músicas de animes antigos e chama atenção que após determinado episódio, o clipe ganha mais um tempo e mostra cenas do anime na sua execução.


Enfim, não esperem nada grandioso ou que tem os mesmos aspectos que deram fama ao mangá, a primeira animação de “Devilman” é uma releitura completa que funciona, até porque ela e o mangá foram lançadas ao mesmo tempo. Caso tenha interesse por esse anime, vá sem expectativas e se divirta com nosso herói demoníaco em suas aventuras a lá tokusatsu.

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26 de julho de 2020

Resenha: Youkai Watch


Por Escritora Otaku


Curiosidade em conhecer, sempre tinha, faltava a coragem de dar uma chance e depois de tanta espera, fui conferir e como amei: desde “Omnyou Taisenki” que não curtia um anime na cola de criaturas colecionáveis que veio com “Pokémon” e segue até hoje. Na verdade, este aqui cometeu a audácia em sua época de lançamento desbancar Ash e Pikachu da preferência da criançada nipônica - há quem diga que a temporada “Pokémon Sun & Moon” teve fortes influências de seu concorrente, justificando os traços mais infantis e excesso de comédia sem graça em parte dos seus episódios.

 

Saindo das controvérsias, como foi o anime analisado abaixo? Tem suas qualidades e personalidade própria, personagens bem no padrão nipônico de ser e muita comédia que funciona, sem chamar o espectador de idiota em seus episódios. Para seu país de origem, funciona muito bem e por passar nos tempos atuais, não em mundos fantasiosos ou num futuro típico de animes, tem seu charme peculiar. Há alguns pontos que chamam atenção, que serão melhor vistos na resenha e sim, tenho meus youkais favoritos –  mascote da franquia, Jibanya; o sempre entusiasmado Meramelion e o inocente e bem-humorado Komasan, só para citar os mais recorrentes – sua primeira abertura é bem contagiante, literalmente, e o quarto encerramento difere dos demais em termos de música e estilo.

 

Vejamos como foi este anime e sua repercussão para, quem sabe, deixar de lado quem copiou de quem e se divertir com a série, hein?!


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Ano: 2014
Diretor: Shinji Ushiro
Estúdio: OLM
Episódios: 214 
Gênero: Comédia / Fantasia / Infantil
De onde saiu: Franquia de jogos iniciada no Nintendo 3DS.

 



Era uma vez nos anos 90 uma obra que gerou uma quantidade absurda de clones ou cópias; aliás, quem não conhece o fenômeno chamado “Pokémon”? Dos games seguiu em anime, produtos e outras quinquilharias mundo afora - quer quem goste ou não, Ash e Pikachu são parte da história dos animes e tenhamos dito. A ideia de criaturas e itens colecionáveis rendeu uma amontoado de séries animadas, entre nipônicas e ocidentais que leva qualquer amante de animação para mundos e universos só com passagem de ida. Nem mesmo os tokusatsu fogem da regra, pois a maioria precisam vender seus brinquedinhos e robôs para a meninada.

 

Há ainda subcategorias, envolvendo jogos de cartas e itens saídos dos mahou shoujo, que se encaixam neste perfil. Até games que brincam em serem semelhantes, com algumas mudanças e colecionáveis comuns em uma versão e não na outra. Pois é, a influência dos monstrinhos de bolso está onde menos imagina... Chegamos assim ao anime abaixo, que usa os recursos mais que consagrados de “Pokémon” ao seu modo e tendo sua própria identidade.

 

Idealizado pela Level 5, uma produtora de games conhecida por diversas franquias de jogos e animes ao público infantil, como “Inazuma Eleven”, Danball Senki” e “Professor Layton”, citando os mais relevantes, pois há uma lista bem generosa de games sejam feitos por eles ou por meio de parcerias. Dos games, suas franquias ganharam versões em animes e entre estas, a que será destrinchada abaixo.

 


Dando seus passos iniciais no Nintendo 3DS em 2013, a ideia de “Youkai Watch” foge do padrão estabelecido pelos monstrinhos de bolso, nos pondo na pele do protagonista masculino ou feminino, crianças de 10/11 anos a viver aventuras ao lado das criaturas mais que exploradas em mangás, animes e afins, os youkais. Neste universo moderno, bem típico do Japão, estas criaturas são responsáveis em causar diferentes transtornos e cabe ao seu personagem humano, usando as habilidades do item que dá título aos games, resolver os problemas e ganhar a amizade dos youkais.  A ideia do jogo diferia dos concorrentes ou cópias de “Pokémon”, que faz o jogador viver uma aventura fantasiosa em tempos atuais e o resultado? Sucesso mais que reconhecido e gerando novos games, o último divulgado virá para Nintendo Switch e Playstation 4, saindo dos portáteis após anos ininterruptos.

 

E como sabemos, sucesso gera produtos fora e entre estes, os animes. Sim, “Youkai Watch” rendeu séries animadas para TV (a primeira em 2014; a segunda, “Youkai Watch: Shadowside” , 49 episódios, em 2018, com uma pegada mais pro terror; a “segunda temporada” do primeiro anime, 2019, 36 episódios e a atual, “Youkai Gakuen : N to no Souguu”). Sobre os filmes, há seis no total e dois deles foram as inspirações para a segunda e última série da franquia. Ocidentalmente, saíram alguns dos games e o anime obteve exibição mundo afora, até mesmo no Brasil - em nossas terras ele foi exibido no Disney XD e seu mangá, publicado em versão meio-tanko pela Panini.

 

Quanto ao anime que deu o pontapé inicial, foi um fenômeno nas terras nipônicas que simplesmente, por um tempo, desbancou Pikachu e companhia do interesse da gurizada japonesa. E fazer tal feito não é para qualquer um, nem para semelhantes, nem para reinvenções.


 

Amano Keita é um garoto de 11 anos que durante a já conhecida caça de besouros, acaba encontrando uma máquina de gashapon no meio da floresta. Depois de ficar apavorado com uma voz que insiste para que bote uma moeda, ele a insere e de dentro do gashapon sai uma figura fantasmagórica, só que não, Whisper. O youkai fantasminha se apresenta e decide, sem que Keita possa recusar, que banque seu mordomo e dá a ele um item, o que nomeia a série, capaz de enxergar outros youkais e resolver os problemas que os mesmos trazem às pessoas. Logo no começo ele consegue evitar um quase divórcio dos pais, tudo porque uma youkai brigou com seu parceiro e não sabia como voltar para casa - e em seguida conquista a amizade de Jibanya, um gatinho vermelho que estava causando vários incidentes de quase atropelamento num cruzamento, tudo para mostrar à antiga dona que era forte...

 

O anime segue numa linha de esquetes curtas, como fosse uma série curtinha: a principal são dos youkais ocasionando problemas e cabendo a Keita, Whisper e Jibanya dar um jeito de resolver isso, pois são essas criaturas as causadoras, diretamente ou indiretamente, devido às suas habilidades peculiares, umas mais estranhas ou malucas que a outra; a segunda parte são minisséries protagonizadas pelos youkais, sendo a mais comum as que tem Komasan de protagonista, com ou sem a presença de seu irmão caçula, Komajirou, fazendo referências ou vivendo suas aventuras. A terceira vem a partir do episódio 77 ao introduzir uma protagonista feminina, Misora Inaho e seu youkai/mascote, USApyon, que ganham esquete própria, variando de proposta para a dupla e dividem espaço com Keita e os demais personagens.

 

Com uma comédia que mescla o bobo e o surreal, as referências também são parte da animação, seu charme peculiar; indo para os youkais, estes possuem suas categorias e visuais, de acordo com suas habilidades e aparências apresentadas, tendo os que foram feitos para a franquia, os youkais clássicos e os de estilo mais ocidental, revelados a cada aventura. Impressiona como a criatividade da sua produtora deu a cada youkai sua personalidade e no anime, consegue botar em movimento, som e voz estas criaturas tão comuns nas animações japonesas. Uns com estilos simpáticos e fofos, outros com algo mais assustador ou no meio-termo, dando ao espectador opções de quais seriam seus youkais favoritos.

 

Sobre aberturas e encerramentos, o anime vai para o caminho de usar passos de dança para o pessoal se movimentar, dançando com o elenco da série. O destaque vai para “Geragerapou no Uta” de King CreamSoda, a primeira abertura do anime, com sua melodia envolvente e energética, mostrando bem o que esperar da obra e de seu elenco de personagens carismáticos.



Um anime infantil, feito para divulgar seus games e que não subestima o espectador com suas tramas engraçadas e simples: os ingredientes para o sucesso e destaque que “Youkai Watch” pode causar, se der a devida chance.



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19 de julho de 2020

Resenha: Ani ni Tsukeru Kusuri wa Nai!


Por Escritora Otaku


Séries curtinhas sempre estiveram presentes em minhas andanças em animes, só que, levou tempo para poder pegar algum nas temporadas que são lançadas durante o ano. Posso ser exigente nas escolhas, até porque não vou no hype pela fama já conquistada ou a staff envolvida, vou naquilo que tenho certa identificação. E foi na Temporada de Primavera 2017 que conheci este anime curtinho, só não esperava que fosse ganhar mais duas temporadas e me fez chorar de rir em seus episódios.  Com um conceito simples e eficiente no que propõe, o anime curtinhos dos irmãos chineses, como costumo chamar, me rendeu altas risadas e vem de uma leva de animações chinesas que vieram para ficar.


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Ano: 2017 (1ª temporada) / 2018 (2ª temporada) / 2019 (3ª temporada)
Diretor: Rareko
Estúdio: Fanworks/Imagineer
Episódios: 12 (1ª temporada) / 24 (2ª temporada) /12 (3ª temporada) – 3 minutos por episódio 
Gênero: Comédia / slice-of-life
De onde saiu: Web mangá, em andamento



Duas tendências têm sido evidentes nas temporadas de animes que acompanhamos: animes curtinhos, que são séries com duração menor que o padrão habitual e tem sido comum mundo afora, se curte animação; e a investida de animes chineses, cujas produções tem ganhado mais espaço e tido seus destaques, por bem ou por mal. A primeira tem obtido uma presença constante, que em poucos minutos contam suas histórias sem dever aos que usam a duração normal. Já a segunda é composta de obras que ganham suas versões animadas, com enredos diretos e mesmo tendo suas semelhanças aos animes japoneses, tem conquistado espaço e relevância ao que dão chance.


O que acontece quando se mistura estas duas características? Um anime curtinho chinês, é claro! “Ani ni Tsukeru Kusuru wa Nai!” , ("Tirem meu irmão de perto de mim!", numa tradução simples) é uma comédia que segue na vida de dois irmãos, o mais velho sempre dando problemas e sobra para a irmã caçula meter uma surra nele, em situações comuns que viram a maior piada  em sua curta duração. A relação deles é o mote para os seus episódios e entrega uma comédia rápida, simples e sem enrolação. Claro que, a graça não fica restrita a eles, e seu elenco acompanha estas bizarrices de fatos cotidianos com tanta graça quanto e quando menos se espera, já terminou o episódio.


Shi Fen, o mais velho e Shi Miao, a mais nova são nossos protagonistas: gêmeos semelhantes, vivem na maior economia, portanto, quando pinta alguma oportunidade de sair do aperto, acaba numa confusão desenfreada sem limites. O normal é Shi Fen ser o causador e quem paga o pato ou não é sua irmã, que mesmo sendo uma garota como todas, tem um baita pavio curto e é costume dela meter o cacete em cima dele. Apesar das constantes brigas, há momentos que esquecem as discussões e agem como irmãos. Muito da graça está neles, que entre trancos e barrancos, seguem em suas vidas de adolescentes.


Na escola, cada um tem suas amizades e que tem tanta graça quanto: Kai Xin, melhor amigo de Shi Fen, é o típico esportista e moleque que é um às nos esportes e um zero à esquerda nos estudos (clichê típico de animes detectado); Wan Sui é um cara podre de rico que decide viver como gente comum por achar melhor que ter do bom e de tudo, e causa certas confusões para manter  seu “disfarce” em segredo dos seus colegas; Miao Miao, melhor amiga de Shi Miao é o completo oposto dela e tenta deixa-la mais apresentável - de resto, é a mais normal do elenco. Fora eles, temos o irmão caçula de Sui, Wan Xing e a representante da classe, cuja rigidez pela boa conduta esconde sua paixão pelo Shi Fen.


O anime curtinho é direto no que propõe e somos agraciados por situações comuns ou malucas que botam seu elenco nas diversas confusões generalizadas. Apenas assistindo para entender boa parte do seu charme cômico.


De traços bem simples, cheios das expressões, colorido e abusando do seu elenco são seus pontos mais fortes. Ajuda também que esteja dublado em japonês, porque convenhamos: vozes chinesas e coreanas são bem estranhas na sua sonoridade. Sua curta duração tem somente a abertura e o episódio, nada demais e nada de menos.



Desta maneira, se quiser experimentar um anime chinês, curtinho para passar o tempo em boas risadas, está na animação certa. Surpreende que tenha tido até o momento três temporadas e se houver outras (nota do revisor: terá sim uma quarta), não duvide, se não, vai se encantar com a vivência destes dois irmãos chineses.



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24 de maio de 2020

Resenha: Lupin III: Part 5





Por Escritora Otaku


O ano de 2018 foi um bom ano para animes semanais para mim mesma; teve continuações, animes curtinhos e séries novas - se desse para definir quais foram os melhores, não haveria dificuldades, só adianto que o primeiro lugar estaria com empates e é o caso do anime abaixo, que foi uma grata surpresa e minha incursão real a uma série deste notório personagem. Sim, real porque já tinha visto seu elenco num crossover com outro anime, que este sim, acompanho de montão e é um dos meus xodozinhos, “Detective Conan” em dois longas, um de TV e outro nos cinemas. Agora, nunca tinha visto uma das tantas produções deste em isolado e como estava lá, por que não tentar?

E que anime bom pra ser ver, mais ainda por notar nuances novas e sem esquecer tudo que se estruturou desde sua estreia, nos anos 60. Se fosse aconselhar qual das séries quer ver, indicaria esta de lambuja, por atender o que temos visto ultimamente em obras que já tiveram adaptações no passado: o equilíbrio ou quase de seus enredos ao público novo e lembrando de suas origens, inserindo aos nossos tempos, sem esquecer dos pontos que os consagraram. Se quer tanto conhecer o personagem que dá nome em sua parte cinco, só tome cuidado para este não roubar a sua atenção. Vão entender...


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Ano: 2018
Diretor: Daisuke Sako / Yuichiro Yano
Estúdio: TMS Entertaiment / Telecom Animation Film
Episódios: 24
Gênero: Aventura / Comédia / Policial
De onde saiu: Mangá, 14 volumes, finalizado



Um conceito de personagem, vindo dos ramos literários tem tido sua frequência em animes e outras mídias: os ladrões fantasmas ou kaitou em japonês. O personagem que trouxe tal figura foi Arsène Lupin, criado por Maurice Leblanc numa série de contos e ele ficou tão em evidência que há referências nas mais variadas mídias, do mesmo ou de personagens que ajam de maneira similar. E indo em produções nipônicas, os ladrões fantasmas encontraram em mangás e animes seu lugarzinho. Exemplos não faltam, alguns mais notórios entram em games como “Persona 5”; obras como “D.N.Angel” (shoujo), “Kamikaze Kaitou Jeanne” (mahou shoujo), “Magic Kaito” (shounen) e segue lista, até mesmo um dos super sentai usou parte de tal ideia, “Kaitou Sentai Lupinranger VS Keisatsu Sentai Patranger” de 2018. Pode-se dizer que os japoneses curtem a persona do ladrão fantasma; no entanto, entre tantas produções, há uma em específico que pega o conceito do personagem e traz desde sua criação, tramas recheadas de ação, aventura e comédia presentes, que variam de tempos em tempos sem perder o charme original e adapta a cada produção feita.

Vindo da mente de Monkey Punch, que infelizmente faleceu em 2019, trouxe um certo personagem e sua trupe, que vieram de um mangá e tem ganhado muitas produções desde os anos 60. Este é “Lupin III”, que na obra é neto do Arsène original e segue nos roubos mirabolantes na companhia de seus aliados e perseguido por um inspetor policial que faz tudo para o prender. A história se deu bem e em 1971, nas mãos da TMS Entertaiment, veio a primeira animação de Lupin e foi um sucesso, rendendo diversas séries, filmes, OVAs, especiais e afins, sempre mantendo a ideia de continuar o legado que iniciou nos quadrinhos. Curiosidade para ser lembrada é que no original, a trupe estar com o protagonista quase não existe, apenas nas suas adaptações que os vemos agindo juntos nas histórias.

Em animes, a série teve em torno de seis animações: “Lupin III” (1971, 25 episódios), “Lupin III: Part II” (1977, 155 episódios), “Lupin III: Part III” (1984, 50 episódios), “Lupin the Third: Mine Fujikoto Iu Onna” (2012, 13 episódios), “Lupin III: Part IV" (2015, 24 episódios) e por último, “Lupin III: Part V” de 2018. Ufa! É muito anime e aos desavisados, não é preciso seguir uma ordem, pode assistir qualquer dos animes sem medo - somente o da Fujiko que é bom ter noção básica da obra. Quanto a produção mais recente, será lançado um filme em computação gráfica para outubro de 2019, o primeiro com tal arte animada.

Agora que temos uma noção de como anda, vamos focar na última série de TV, começando em abril de 2018 e fechando no final de setembro do mesmo ano. Tal como houve com a parte quatro, que focava na Itália, esta foca na França como palco da trama; traz como de costume, uma nova cor de casaco ao Lupin (uma das marcas registradas nos animes é que a cada série a vestimenta mude a cor, que aqui está no tom azul-claro); continua mostrando as estripulias de Lupin III ao lado dos seus companheiros de longa data, Jigen e Goemon, como da presença da Fujiko quando pinta na telha e as tentativas do Inspetor Zenigata de prendê-los. Até aí, segue a receita de bolo que os consagrou e que funciona; o que realmente mudou em comparação às temporadas anteriores é a estrutura narrativa, que neste não é igual.

Foi aqui que veio a maior das mudanças, pois quem teve contato com alguma produção deste, são aventuras episódicas, ou seja, a trama tem começo, meio e fim, sem conexões. Ainda é existente estes momentos mais soltos, que funcionam como homenagens às produções anteriores e trazem tramas para cada personagem, umas mais bobinhas e outras mais sérias. Vemos pequenos arcos que juntos formam uma trama maior e que culmina numa conclusão que faz parte dos temas decorrentes nesta parte cinco. Novidades que colocam todos aqueles personagens que conhecemos em situações novas e há um frescor que há tempos havia sido deixado de lado, algo que pode ser visto na série da Fujiko e nos longas focados no Jigen e no Goemon.


E como foi a história deste anime, para início de conversa? Começa de maneira nada incomum às aventuras do Lupin, com este surrupiando uma nota preta de um pessoal que colaborava num site do mercado negro, os deixando em prejuízo; mais além, teve a cara de pau de “sequestrar” a mente por trás do site, um hacker adolescente, Ami que estava presa e não podia sair. Devido ao gigantesco rombo feito pelo nosso ladrão, os que foram lesados decidem caçar ele e usam das tecnologias para espectadores e interessados dar um jeito e indicar sua localização, tendo uma recompensa para quem conseguir dar um basta nele e de seus companheiros. Um jogo de caça contra Lupin, em termos diretos...

O primeiro arco foca no uso da tecnologia e da internet para encurralar nossos personagens, chegando a pontos bem doidos e até coerentes ao universo da obra. Depois disto, temos uns episódios mais no padrão comum da série, antes de partir a um novo arco, que passa na França e que traz um pouco das origens do neto de Arsène como da entrada de um novo personagem, Albert, que conhece bem o Lupin. Mais episódios isolados e outro um arco que parece não ter conexão nenhuma aos anteriores - claro que, no fim se encaixa e temos um plot twist que não deve às aventuras já vivenciadas em outras animações.

Os dois temas mais recorrentes aqui são a tecnologia, que funciona a favor ou contra a trupe do Lupin e se num mundo moderno como o nosso tem espaço para ladrões do naipe dele. Aqui, fica evidente que os métodos dos personagens são vistos como ultrapassados para a atual geração; o que fica óbvio no primeiro e no último arco da série, vendo que nem mesmo um dos maiores ladrões dos animes escapa da velhice. Pois é, colocar na trama que os personagens não são tão jovens e questionar suas existências é de dar palmas. Como se sabe, em animações, não em todas, os personagens não envelhecem ou pensam sobre o amanhã e ver isso ser um questionamento ao elenco de longa data de “Lupin III” lhe dá um charme a mais. Fora voltar parte da essência original, que estava fardada ao “politicamente correto”, aqui há mortes e consequências dos atos dos personagens principais. Para que isso fosse possível, a narrativa dos episódios teve de ser alterada, intercalando os arcos com tramas isoladas entre as mesmas, fugindo do padrão já estabelecido da obra. As presenças de Ami e Albert foram importantes, pois ambos fazem funcionar toda a aventura que nos é contada.

Em termos técnicos, o anime usa uma arte que bota os personagens num patamar entre o traço clássico com o moderno que tem sido usado em suas produções mais recentes; trilha sonora bem à cara da trama, contendo mais uma versão de sua já consagrada abertura e seu encerramento, ambos com toques franceses em suas execuções.


Perante mudanças e permanências, “Lupin III: Part V” consegue manter o interesse de uma das figuras mais icônicas em alta, misturando bem o antigo e novo, sem desvencilhar de suas raízes. Caso tenha interesse de conhecer Lupin e companhia, o anime mais recente pode ser uma porta para isso e quem sabe, correr atrás de suas demais produções.



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