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27 de julho de 2020

Kyoudai Podcast #125: Os 25 animes que você deveria ver segundo o Kyoudai - Parte 5

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Está no ar mais um Kyoudai Podcast, um podcast sobre anime da Iniciativa Kyoudai (@Ikyoudai) feito em parceria entre os blogs Netoin! e Animecote e hoje com a participação de Evilasio Junior (@JuniorKyon), Carlírio Neto (@CNetoin), Yuri Guimarães (@yuri_guimaraes_), Rafaela (@Natth_) e Luklucas (@Luklucas_). Nessa edição nós continuamos montando nossa lista de 25 séries de animes que todos deveriam assistir segundo a equipe atual da iniciativa Kyoudai.
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Download: clique aqui (archive.org)

Blocos:

  • 00:00:00 - Apresentações e introdução
  • 00:04:32 - Comentários do Kyoudai Podcast #124
  • 00:22:32 - Pauta central do podcast
  • 01:58:36 - Considerações finais

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26 de julho de 2020

Resenha: Youkai Watch


Por Escritora Otaku


Curiosidade em conhecer, sempre tinha, faltava a coragem de dar uma chance e depois de tanta espera, fui conferir e como amei: desde “Omnyou Taisenki” que não curtia um anime na cola de criaturas colecionáveis que veio com “Pokémon” e segue até hoje. Na verdade, este aqui cometeu a audácia em sua época de lançamento desbancar Ash e Pikachu da preferência da criançada nipônica - há quem diga que a temporada “Pokémon Sun & Moon” teve fortes influências de seu concorrente, justificando os traços mais infantis e excesso de comédia sem graça em parte dos seus episódios.

 

Saindo das controvérsias, como foi o anime analisado abaixo? Tem suas qualidades e personalidade própria, personagens bem no padrão nipônico de ser e muita comédia que funciona, sem chamar o espectador de idiota em seus episódios. Para seu país de origem, funciona muito bem e por passar nos tempos atuais, não em mundos fantasiosos ou num futuro típico de animes, tem seu charme peculiar. Há alguns pontos que chamam atenção, que serão melhor vistos na resenha e sim, tenho meus youkais favoritos –  mascote da franquia, Jibanya; o sempre entusiasmado Meramelion e o inocente e bem-humorado Komasan, só para citar os mais recorrentes – sua primeira abertura é bem contagiante, literalmente, e o quarto encerramento difere dos demais em termos de música e estilo.

 

Vejamos como foi este anime e sua repercussão para, quem sabe, deixar de lado quem copiou de quem e se divertir com a série, hein?!


*****


Ano: 2014
Diretor: Shinji Ushiro
Estúdio: OLM
Episódios: 214 
Gênero: Comédia / Fantasia / Infantil
De onde saiu: Franquia de jogos iniciada no Nintendo 3DS.

 



Era uma vez nos anos 90 uma obra que gerou uma quantidade absurda de clones ou cópias; aliás, quem não conhece o fenômeno chamado “Pokémon”? Dos games seguiu em anime, produtos e outras quinquilharias mundo afora - quer quem goste ou não, Ash e Pikachu são parte da história dos animes e tenhamos dito. A ideia de criaturas e itens colecionáveis rendeu uma amontoado de séries animadas, entre nipônicas e ocidentais que leva qualquer amante de animação para mundos e universos só com passagem de ida. Nem mesmo os tokusatsu fogem da regra, pois a maioria precisam vender seus brinquedinhos e robôs para a meninada.

 

Há ainda subcategorias, envolvendo jogos de cartas e itens saídos dos mahou shoujo, que se encaixam neste perfil. Até games que brincam em serem semelhantes, com algumas mudanças e colecionáveis comuns em uma versão e não na outra. Pois é, a influência dos monstrinhos de bolso está onde menos imagina... Chegamos assim ao anime abaixo, que usa os recursos mais que consagrados de “Pokémon” ao seu modo e tendo sua própria identidade.

 

Idealizado pela Level 5, uma produtora de games conhecida por diversas franquias de jogos e animes ao público infantil, como “Inazuma Eleven”, Danball Senki” e “Professor Layton”, citando os mais relevantes, pois há uma lista bem generosa de games sejam feitos por eles ou por meio de parcerias. Dos games, suas franquias ganharam versões em animes e entre estas, a que será destrinchada abaixo.

 


Dando seus passos iniciais no Nintendo 3DS em 2013, a ideia de “Youkai Watch” foge do padrão estabelecido pelos monstrinhos de bolso, nos pondo na pele do protagonista masculino ou feminino, crianças de 10/11 anos a viver aventuras ao lado das criaturas mais que exploradas em mangás, animes e afins, os youkais. Neste universo moderno, bem típico do Japão, estas criaturas são responsáveis em causar diferentes transtornos e cabe ao seu personagem humano, usando as habilidades do item que dá título aos games, resolver os problemas e ganhar a amizade dos youkais.  A ideia do jogo diferia dos concorrentes ou cópias de “Pokémon”, que faz o jogador viver uma aventura fantasiosa em tempos atuais e o resultado? Sucesso mais que reconhecido e gerando novos games, o último divulgado virá para Nintendo Switch e Playstation 4, saindo dos portáteis após anos ininterruptos.

 

E como sabemos, sucesso gera produtos fora e entre estes, os animes. Sim, “Youkai Watch” rendeu séries animadas para TV (a primeira em 2014; a segunda, “Youkai Watch: Shadowside” , 49 episódios, em 2018, com uma pegada mais pro terror; a “segunda temporada” do primeiro anime, 2019, 36 episódios e a atual, “Youkai Gakuen : N to no Souguu”). Sobre os filmes, há seis no total e dois deles foram as inspirações para a segunda e última série da franquia. Ocidentalmente, saíram alguns dos games e o anime obteve exibição mundo afora, até mesmo no Brasil - em nossas terras ele foi exibido no Disney XD e seu mangá, publicado em versão meio-tanko pela Panini.

 

Quanto ao anime que deu o pontapé inicial, foi um fenômeno nas terras nipônicas que simplesmente, por um tempo, desbancou Pikachu e companhia do interesse da gurizada japonesa. E fazer tal feito não é para qualquer um, nem para semelhantes, nem para reinvenções.


 

Amano Keita é um garoto de 11 anos que durante a já conhecida caça de besouros, acaba encontrando uma máquina de gashapon no meio da floresta. Depois de ficar apavorado com uma voz que insiste para que bote uma moeda, ele a insere e de dentro do gashapon sai uma figura fantasmagórica, só que não, Whisper. O youkai fantasminha se apresenta e decide, sem que Keita possa recusar, que banque seu mordomo e dá a ele um item, o que nomeia a série, capaz de enxergar outros youkais e resolver os problemas que os mesmos trazem às pessoas. Logo no começo ele consegue evitar um quase divórcio dos pais, tudo porque uma youkai brigou com seu parceiro e não sabia como voltar para casa - e em seguida conquista a amizade de Jibanya, um gatinho vermelho que estava causando vários incidentes de quase atropelamento num cruzamento, tudo para mostrar à antiga dona que era forte...

 

O anime segue numa linha de esquetes curtas, como fosse uma série curtinha: a principal são dos youkais ocasionando problemas e cabendo a Keita, Whisper e Jibanya dar um jeito de resolver isso, pois são essas criaturas as causadoras, diretamente ou indiretamente, devido às suas habilidades peculiares, umas mais estranhas ou malucas que a outra; a segunda parte são minisséries protagonizadas pelos youkais, sendo a mais comum as que tem Komasan de protagonista, com ou sem a presença de seu irmão caçula, Komajirou, fazendo referências ou vivendo suas aventuras. A terceira vem a partir do episódio 77 ao introduzir uma protagonista feminina, Misora Inaho e seu youkai/mascote, USApyon, que ganham esquete própria, variando de proposta para a dupla e dividem espaço com Keita e os demais personagens.

 

Com uma comédia que mescla o bobo e o surreal, as referências também são parte da animação, seu charme peculiar; indo para os youkais, estes possuem suas categorias e visuais, de acordo com suas habilidades e aparências apresentadas, tendo os que foram feitos para a franquia, os youkais clássicos e os de estilo mais ocidental, revelados a cada aventura. Impressiona como a criatividade da sua produtora deu a cada youkai sua personalidade e no anime, consegue botar em movimento, som e voz estas criaturas tão comuns nas animações japonesas. Uns com estilos simpáticos e fofos, outros com algo mais assustador ou no meio-termo, dando ao espectador opções de quais seriam seus youkais favoritos.

 

Sobre aberturas e encerramentos, o anime vai para o caminho de usar passos de dança para o pessoal se movimentar, dançando com o elenco da série. O destaque vai para “Geragerapou no Uta” de King CreamSoda, a primeira abertura do anime, com sua melodia envolvente e energética, mostrando bem o que esperar da obra e de seu elenco de personagens carismáticos.



Um anime infantil, feito para divulgar seus games e que não subestima o espectador com suas tramas engraçadas e simples: os ingredientes para o sucesso e destaque que “Youkai Watch” pode causar, se der a devida chance.



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19 de julho de 2020

Resenha: Ani ni Tsukeru Kusuri wa Nai!


Por Escritora Otaku


Séries curtinhas sempre estiveram presentes em minhas andanças em animes, só que, levou tempo para poder pegar algum nas temporadas que são lançadas durante o ano. Posso ser exigente nas escolhas, até porque não vou no hype pela fama já conquistada ou a staff envolvida, vou naquilo que tenho certa identificação. E foi na Temporada de Primavera 2017 que conheci este anime curtinho, só não esperava que fosse ganhar mais duas temporadas e me fez chorar de rir em seus episódios.  Com um conceito simples e eficiente no que propõe, o anime curtinhos dos irmãos chineses, como costumo chamar, me rendeu altas risadas e vem de uma leva de animações chinesas que vieram para ficar.


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Ano: 2017 (1ª temporada) / 2018 (2ª temporada) / 2019 (3ª temporada)
Diretor: Rareko
Estúdio: Fanworks/Imagineer
Episódios: 12 (1ª temporada) / 24 (2ª temporada) /12 (3ª temporada) – 3 minutos por episódio 
Gênero: Comédia / slice-of-life
De onde saiu: Web mangá, em andamento



Duas tendências têm sido evidentes nas temporadas de animes que acompanhamos: animes curtinhos, que são séries com duração menor que o padrão habitual e tem sido comum mundo afora, se curte animação; e a investida de animes chineses, cujas produções tem ganhado mais espaço e tido seus destaques, por bem ou por mal. A primeira tem obtido uma presença constante, que em poucos minutos contam suas histórias sem dever aos que usam a duração normal. Já a segunda é composta de obras que ganham suas versões animadas, com enredos diretos e mesmo tendo suas semelhanças aos animes japoneses, tem conquistado espaço e relevância ao que dão chance.


O que acontece quando se mistura estas duas características? Um anime curtinho chinês, é claro! “Ani ni Tsukeru Kusuru wa Nai!” , ("Tirem meu irmão de perto de mim!", numa tradução simples) é uma comédia que segue na vida de dois irmãos, o mais velho sempre dando problemas e sobra para a irmã caçula meter uma surra nele, em situações comuns que viram a maior piada  em sua curta duração. A relação deles é o mote para os seus episódios e entrega uma comédia rápida, simples e sem enrolação. Claro que, a graça não fica restrita a eles, e seu elenco acompanha estas bizarrices de fatos cotidianos com tanta graça quanto e quando menos se espera, já terminou o episódio.


Shi Fen, o mais velho e Shi Miao, a mais nova são nossos protagonistas: gêmeos semelhantes, vivem na maior economia, portanto, quando pinta alguma oportunidade de sair do aperto, acaba numa confusão desenfreada sem limites. O normal é Shi Fen ser o causador e quem paga o pato ou não é sua irmã, que mesmo sendo uma garota como todas, tem um baita pavio curto e é costume dela meter o cacete em cima dele. Apesar das constantes brigas, há momentos que esquecem as discussões e agem como irmãos. Muito da graça está neles, que entre trancos e barrancos, seguem em suas vidas de adolescentes.


Na escola, cada um tem suas amizades e que tem tanta graça quanto: Kai Xin, melhor amigo de Shi Fen, é o típico esportista e moleque que é um às nos esportes e um zero à esquerda nos estudos (clichê típico de animes detectado); Wan Sui é um cara podre de rico que decide viver como gente comum por achar melhor que ter do bom e de tudo, e causa certas confusões para manter  seu “disfarce” em segredo dos seus colegas; Miao Miao, melhor amiga de Shi Miao é o completo oposto dela e tenta deixa-la mais apresentável - de resto, é a mais normal do elenco. Fora eles, temos o irmão caçula de Sui, Wan Xing e a representante da classe, cuja rigidez pela boa conduta esconde sua paixão pelo Shi Fen.


O anime curtinho é direto no que propõe e somos agraciados por situações comuns ou malucas que botam seu elenco nas diversas confusões generalizadas. Apenas assistindo para entender boa parte do seu charme cômico.


De traços bem simples, cheios das expressões, colorido e abusando do seu elenco são seus pontos mais fortes. Ajuda também que esteja dublado em japonês, porque convenhamos: vozes chinesas e coreanas são bem estranhas na sua sonoridade. Sua curta duração tem somente a abertura e o episódio, nada demais e nada de menos.



Desta maneira, se quiser experimentar um anime chinês, curtinho para passar o tempo em boas risadas, está na animação certa. Surpreende que tenha tido até o momento três temporadas e se houver outras (nota do revisor: terá sim uma quarta), não duvide, se não, vai se encantar com a vivência destes dois irmãos chineses.



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