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28 de julho de 2014

Resenha: Ruins Explorers (OVA)


Ruins Explorers (OVA)
Alternativo: Hikyou Tanken Fam & Ihrlie
Ano:1995
Diretor: Takeshi Mori
Estúdio: Bandai Visual
Episódios: 4
Gênero: Aventura, Comédia, Fantasia

(Essa  resenha foi publicado originalmente no site Animehaus no dia 12 de abril de 2012)
Ruin Explorers é um anime em formato de OVA com quatro episódios, dirigido por Takeshi Mori, mesmo diretor de Gunsmith Cats, Otaku no Vídeo e Vandread. Apesar da produção ficar por conta da Bandai Visual, vários estúdios participaram do projeto de maneira direta, até mesmo nomes conhecidos como Madhouse e Studio Deen.

É fácil perceber o belo e dinâmico visual do anime, a exemplo de Furi Kuri, que também tem um visual incrível para sua época. Para um anime feito em 1995, o visual se mostra à frente do seu tempo. Mas não espere algo maravilhoso e cheio de detalhes, muito pelo contrário: o planejamento foi muito bem pensado, uma vez que, simplificando o traço, fica mais fácil manter a qualidade da animação. Eu sou meio suspeito pra falar, já que sou fã do traço da década de 90. Vamos ao enredo!

A história se passa na Idade Média, com castelos, pequenas cidades, armaduras, espadas e tudo o mais a que tem direito. Ihrie e Fam são duas aventureiras que vivem em busca de tesouros em ruínas, ou seja, uma dupla de "Laras Croft". Elas vagam de cidade em cidade, de deserto em deserto, de montanha em montanha, de ruína em ruína, de etc a etc... em busca de artefatos valiosos. Após uma dessas empreitadas, elas decidem se dar ao luxo de passar a noite em um hotel, e acabam ouvindo um boato sobre um tal poder supremo que será dado a quem obtiver uma tal relíquia. Como boas e curiosas exploradoras que são, partiram em busca do tal poder supremo, mas elas não se surpreendem no percurso, pois encontram segredos e se envolvem com pessoas que deixaram marcas eternas em suas vidas.

Basicamente o enredo é esse: duas jovens em busca do poder supremo. Porém, o que mais me chamou atenção no OVA não foi o objetivo principal mas, sim, os pequenos acontecimentos que ocorrem no percurso. O elenco do anime combina bem: não são personagens memoráveis, mas são bons o suficiente para salvar a pobre história.

Ihrie é uma menina inteligente, uma guerreira que está sempre preparada para lutar. Ela maneja sua espada e se veste com uma pesada armadura que a faz parecer meio masculina, fato do qual ela não gosta nem um pouco. Ela freqüentemente perde a paciência com sua companheira inexperiente. Fam é a companheira inexperiente de Ihrie. Uma jovem maga que não sabe usar os seus feitiços. Uma peculiaridade sobre Fam é o fato dela não usar magias que danifiquem coisas ou pessoas: graças a essa filosofia, ela quase sempre coloca a dupla em situações difíceis. Além das protagonistas, existem mais alguns bons personagens, como o velho trambiqueiro (estilo Agostinho de "A Grande Família"), a temperamental Rasha e o metido a fortão Miguel. A química entre eles é de primeira. E os defeitos?

Chegou a hora de meter o pau. Não que a obra seja uma porcaria, mas a história e o chefão final são totalmente batidos e toscos de tão clichês. Os objetivos e as decisões tomadas ao longo da história são 100% previsíveis, tanto é que eu acertei tudo que aconteceria com antecedência. As lutas que acontecem aqui e ali são legais e possuem personalidade, mas quando é uma luta essencial para a trama, as coisas desandam. Agora, o maior defeito foi o tal do poder supremo, que é mal explicado e não tem sentido algum. Esse é o principal defeito do anime, pois como pode o foco do enredo ser algo assim? Não dá pra engolir esse poder supremo. No geral, Ruin Explorers é mediano, possui personagens com personalidade únicas e entrosamento memorável, o que o torna uma boa obra para estudo de elenco. Pois mesmo sem ter profundidade, o relacionamento entre todos os personagens beira a perfeição, exceto pelo “chefe final”.

Humor, luta, tiradas sarcásticas, diálogos redondos e bastante ação são o conteúdo desse OVA. Um belo visual, mas um enredo pífio. Ihrie, fam e companhia não mereciam estar nesse enredo de quinta categoria.
Nota: 67%
Posição no MAL: 3819
Bebop
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10 de dezembro de 2013

Resenha: Shounan Junai-Gumi

2 comments

Shounan Junai-Gumi
Ano: 1994
Diretor: Gyou Suzuki
Estúdio: J.C. Staff
Episódios: 5
Duração: 52 min
Gênero: Comédia / Ação

(Essa resenha foi publicada originalmente no site Animehaus em 11 de Agosto de 2009)

Que o anime Great Teacher Onizuka, ou simplesmente GTO, é muito famoso todo mundo já sabe. O que grande parte dos otakus não sabem é que GTO foi inspirado em um antigo OVA chamado Shonan Junai-Gumi, que retrata nada mais nada menos que a época colegial da vida do carismático Onizuka sensei juntamente com seu velho amigo Danma Riuji. A série tem cinco OVAs que foram lançados esporadicamente entre 1994 e 1997, e graças a esses quatro anos de diferença, o traço muda bastante do primeiro ao último episódio.

Eikichi Onizuka e Danma Ryuuji são colegiais delinqüentes. Quando os dois se juntam, eles acabam com qualquer gangue que aparecer em seus caminhos. Eles são chamados de "onibanshu" e ganharam esse apelido após terem exterminado a gangue dos Anjos da Noite. Mas eles não querem mais viver como meros delinqüentes e decidem ser bons rapazes, claro que na medida do possível. Afinal, os onibanshou não podem desaparecer. O principal motivo para a mudança de ambos é o desejo de se envolver com o sexo oposto, ou seja, eles querem perder a virgindade e fazer sexo com todas as mulheres gostosas que aparecerem pela frente.




Diferentemente do anime GTO, Young GTO possui momentos de muita luta, mas não são aquelas lutas chatas que existem na maioria dos animes que possuem a luta como tema principal. As brigas de gangues em Young são realistas e criativas, sempre existindo a possibilidade de algo inesperado acontecer e mudar totalmente o rumo da luta. As partes de comédia são tão engraçadas quanto as de GTO, e por se tratar de uma série de OVAs, algumas piadas são bem fortes, enquanto na série de TV as cenas de piadas (apesar de serem muito engraçadas) eram um pouco subjetivas. Afinal, a censura da TV é infinitamente maior que a do mercado de vídeos caseiros.

Eikichi Onizuka tem exatamente a mesma personalidade de GTO, com apenas algumas diferenças sutis que se adaptam muito bem a sua idade atual. Em Young ele é um pouco mais brigão e tarado, mas tem menos experiência na hora de enfrentar os problemas da vida. Já seu fiel companheiro de encrencas Danma Ryuuji tem um pouco mais de juízo, exceto quando se trata de mulheres, pois ele consegue a façanha de ser mais tarado que Onizuka e proporciona várias cenas hilariantes, chega a doer a barriga de tanto rir das maluquices dele. Além da dupla de protagonistas, existem outros personagens interessantes em Young como o traveco dos cogumelos; a bela Nagasi; a noiva de Ryuuji; a gangue de gays; a professora safada Kadena; o bem dotado Makoto; além de muitos outros personagens, sendo cada um mais criativo que outro.

Shonan Junai-Gumi, ou simplesmente Young GTO, é um anime muito bom, possui comédia de alto nível, boas lutas de gangues, rachas perigosos, mulheres sensuais e caras idiotas, entre outras coisas mais. Pena que o traço nos episódios iniciais seja um pouco esquisito (principalmente no primeiro episódio), e que alguns pequenos problemas apareçam de vez em quando no desenvolvimento do anime (principalmente no terceiro episódio). Se não fosse por esses defeitos, Young GTO não perderia em nada para a série Great Teacher Onizuka.

Nota: 87%
Posição no MAL:  952
http://myanimelist.net/anime/1913/Shounan_Junai-gumi! 
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9 de março de 2013

Resenha: Kareshi Kanojo no Jijou





Por Escritora Otaku


O segundo anime shoujo que tive contanto em minhas gravações de animes, já que o primeiro foi “DNAngel” (e choque ao saber de que era um, anos depois) me traz lembranças muito boas. Consigo recordar bem de como o casal principal inicia sua relação amorosa e o que passaram para manter o namoro - desde aquela época, quando penso em casais de animes, Yukino e Arima são constantemente lembrados, muito pelo namoro ter ocorrido de forma natural e dos desafios que tiveram de passar a respeito e de cada um terem seus problemas. Sei que houve romances tão rápidos quanto “KareKano”, mas, até o momento, não superam estes dois fofos.

Reconheço que o anime envelheceu e a frustração de não ter tido um final, nem se fosse filler, são duas mágoas que tenho da série. Também lamento de não ter colecionado o seu mangá, pois tenho curiosidade em saber como foi a sua trama e personagens após o anime. Quem sabe consiga, afinal, não custa sonhar? E torço muito que lá no Japão lembrem de sua existência e façam uma nova animação desta obra, pois ela tem muitos méritos e dá um banho em comparação a shoujos com contexto semelhante. Falando de semelhanças, muito tempo mais tarde, tive acesso a “Kaichou Wa Maid-sama” e vi certas igualdades quanto ao casal deste com o de “KareKano”, enfim, um bom anime shoujo.


Pelo seu reconhecimento, pelo seu casal principal e de ter uma parte de sua história em cores, “Kareshi Kanojo no Jijou” entrou definitivamente no meu Top Animes do site. Sei que há shoujos muito melhores, no entanto, este me marcou e continua sendo um dos animes desta demografia que tanto aprendi a gostar.
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10 de janeiro de 2013

Resenha: Detective Conan




Estreia hoje no Anime Cote uma nova redatora, a Escritora Otaku. Que nem eu e o Bebop, ela também é colaboradora no site de resenhas Anime Haus, onde podem ser vistos outros textos de sua autoria. A equipe do Animecote lhe dá as boas vindas, e agora segue abaixo sua primeira resenha no blog.
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2 de outubro de 2012

Resenha: The Cockpit



The Cockpit é uma pequena série de OVAs composta por três episódios com histórias distintas entre si. Para uma melhor abordagem sobre o enredo de cada uma delas, optei por dividir a resenha por episódios.


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