14 de agosto de 2017

Especial: 7 mangakás de obras hentai [+18]

Cuidado que esse post não é SFW, viu - isso tanto nas imagens, quanto nos textos. 

Atualização, 02/09/17: Foi adicionado no final do post uma enquete cujo intuito dela é saber se há demanda para mais uma lista a respeito desse tema. Deixe seu voto!


Tire o capacete primeiro, amigo
(trecho de um doujin de "Bakuon!!")

Está difícil eu conseguir publicar aqui no Animecote alguma coisa que não se restringe às postagens regulares - a seção X-10 hibernou de novo e sequer montei a habitual lista de animes curtos do ano anterior (mas ainda quero faze-la), além de também não ter publicado mais resenhas ou muitos posts especiais. Contudo, ao abandonar os comentários semanais e os guias de temporada prevejo ter mais tempo e disposição para isso, e aqui estou eu com mais um longo post para falar de pornografia em 2D.

E dessa vez o foco será a que vem do papel, e não a animada de baixo orçamento.

Alguns podem reclamar do conteúdo e acha-lo besta, mas o ranking ali do lado de postagens mais populares, cujas duas primeiras posições nunca mudam, mostra que há um (ótimo) público para esse material.

E eu gosto de conversar sobre esse assunto, fazer o quê, então continuemos.



De início eu queria seguir o mesmo padrão dos posts da seção X-10, ou seja, recomendar dez mangakás de obras hentai, porém meu hábito de ser prolixo até mesmo para discutir a respeito de sacanagem fez com que eu achasse melhor diminuir o número para 7 autores - na verdade eu iria incluir até um mangaká "bônus" no meio, então imaginem o quão extensa ficaria esta lista que já se apresenta bem grandinha. Caso o post tenha uma boa recepção pretendo realizar uma segunda parte não tão em breve, e aí colocarei nela os nomes que foram retirados.

Dessa forma, logo abaixo seguem 7 indicações minhas de mangakás que publicam, profissional ou amadoramente (ou os dois), obras de conteúdo explícito que abordam os mais variados fetiches, partes do corpo e argumentos. Apoiados por imagens que na primeira versão desse post eram bem mais pesadas (conselhos internos me fizeram amenizar um pouco o apelo visual), nos textos sobre cada autor eu tentei discorrer a respeito das características principais deles e do teor de todos ou quase todos os seus trabalhos que pude achar pela internet. Não são de longe textos que me farão ser elogiado pela minha inteligência ou que evitarão eu ser tachado de "punheteiro de 2D" e similares por alguns, mas ao menos espero ter deixado um pouco interessante de se ler um assunto que normalmente as pessoas não discutem mais do que algumas linhas aqui e ali.

Enfim, tenham uma boa, pervertida e (para alguns, vá saber) educativa leitura!




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Dica: Prestem atenção aos vários hyperlinks presentes em cada texto, pois praticamente todos os títulos que eu vier a citar, seja em detalhes ou brevemente, terão links para visualiza-los online em sites americanos, estejam eles traduzidos para o inglês ou não. (desconheço sites brasileiros bons nesse ramo, contudo aceito sugestões para coloca-los como links alternativos no final do post)



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Cle Masahiro

Também conhecido como Clesta, Cle Masahiro tem passagem em algumas visual novels na criação de character design e arte em geral e já esteve envolvido tanto nas ilustrações de light novels (como por exemplo as de "Ochikobore no Ryuugoroshi", obra do mesmo autor de "Dakara Boku wa, H ga Dekinai.", esse último adaptado num anime consideravelmente ecchi em 2012 pelo estúdio feel.), quanto na concepção desta figure original, lançada agora em agosto. Em relação a doujins, ele participou de diversos círculos e publicou, até o momento, mais de sessenta títulos, sendo a imensa maioria paródias de séries populares.


Com exceção dos primeiros doujins que eram em preto e branco, com o tempo tornou-se característico de Masahiro seus trabalhos serem totalmente coloridos, havendo neles um bom uso de técnicas de shading e um detalhamento admirável nos corpos femininos, que ilustram dezenas de histórias vanilla com cenas de sexo até que "comportadas", normais. Para ser franco, apesar de ser esse um dos nomes mais influentes no ramo, me foi de certo modo difícil alongar muito o texto dele que nem fiz com outros mangakás bem menos populares logo abaixo, e por um motivo que será óbvio caso vejam um punhado de suas obras: Cle Masahiro praticamente não dá a mínima para a construção de argumentos em seus doujins baseados em séries famosas, pois desde a primeira página os personagens já começam transando e ponto final - reparem ainda nas imagens que tampouco há cenários de fundo desenhados, havendo somente exuberantes mulheres ocupando inteiramente cada página, mas julgo que estamos longe de achar esse estilo ruim, pelo contrário. No máximo, ele pode às vezes aproveitar certo evento da fonte original para justificar alguma ação ou posicionar melhor todo o erotismo (um eufemismo para "putaria") do doujin, porém é claro que isso não faz qualquer diferença - creio que os únicos a fugirem dessa regra seriam os de "Evangelion" (que chegam a um total de 7 volumes* mais um calendário de 2013por se basearem na situação dos personagens na série de filmes atual, tanto que Masahiro inclusive alerta em suas respectivas capas sobre possíveis spoils. 


De qualquer forma, no doujin de "DanMachi" o aventureiro Bell fica um pouco mais ousado diante da Hestia, o que resulta num ataque fulminante e travesso da deusa loli pra cima dele; nos generosos 9 títulos de "Love Live! School Idol Project" cada uma das 9 garotas protagonistas teve seu destaque seja em alguns doujins solo, seja em outros com sequências diversas de sexo em grupo; outro recordista de doujins, "Kyoukai Senjou no Horizon" - cuja light novel de volumes imensos Masahiro adora -, concede em 9 volumes atenção maior ao busto assombroso de Kimi Aoi, o busto reto de Nate Mitotsudaira e ao traje apertado da sacerdotisa Tomo Asama; e no seu único trabalho voltado a "Ano Hana", adivinhem, vemos Anaru praticando sexo anal com o protagonista Jinta, fazendo jus ao seu famigerado apelido (é que também o garoto se confundiu quanto a onde deveria penetrar, sabem como é). "Nisekoi"? Um doujin entre Raku e Tsugumi, e outro entre ele e Chitoge para "se desculpar" pela sua pequena traição no volume anterior ("Foi o calor do momento!"); "Mahou Shoujo Madoka Magica"? Mais dois, um dedicado a Mami Tomoe e outro com um ménage à trois entre Kyouko, Sayaka e o amado dessa última, Kyosuke, após sua mão ser curada; "Amagi Brilliant Park"? Também dois, e sim, em um deles você verá todas as garotas do parque indo pra cima do Seiya, e já no segundo há uma "apresentação solo" (leia-se: masturbação) da Isuzu. Continuando, Kotetsu e Karina formam um casal deveras apaixonado no único doujin de "Tiger & Bunny"; já para "Baka to Test to Shoukanjuu" foram reservados dois títulos, onde em um deles o idiota Akihisa faz sexo com quase todas as garotas do anime enquanto, no outro, temos Hideyoshi estrelando um dos 4 doujins yaoi feitos por Masahiro até hoje; e por fim, Morgiana protagoniza dois doujins de "Magi: The Kingdom of Magic", nos quais é dado ênfase nos seus pés e em cenas de footjob - eis, aliás, um dos temas mais explorados por Masahiro; não apenas seus esmerados desenhos de pés femininos acabam por se sobressair em qualquer obra sua como, ainda, em cerca de um terço dos doujins há sequências envolvendo footjob. Sexo anal e nakadashi** são outros dois fetiches constantes e presentes em dezenas de títulos, e no geral dá para notar como as personagens femininas retratadas por ele se mostram bastante assertivas e apaixonadas, quase sempre sendo as responsáveis em tomar a iniciativa nas relações sexuais.


De "Kantai Collection" a "The iDOLM@STER: Cinderella Girls", de "Final Fantasy" a "Monster Hunter", do safado Kazuma em "Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku wo!" se esbaldando em dois títulos com suas três loucas colegas de viagem ao certinho herói Gran de "Granblue Fantasy" sendo agraciado pela loli Cagliostro e a bela Katalina: Eu poderia continuar com a brincadeira em mencionar mais algumas séries, contudo acho melhor pedir que cliquem aqui e vejam todos os doujins que já chegaram a ser traduzidos em inglês. Para encerrar, cito brevemente os poucos lançamentos de Masahiro não baseados em trabalhos de terceiros, tais como "Japanism Girl", que traz uma estudante estrangeira recém transferida que interpreta mal alguns costumes japoneses e, por conta disso, causará certa e picante confusão com o aluno encarregado de lhe apresentar a escola (todo em preto e branco, esse é um dos raros doujins em que Masahiro dá alguma atenção e espaço para argumentos e cenários); "Zatsu Ane", que é o seu típico hentai de irmão mais novo transando com a meia irmã mais velha; "CL-astia", série de 3 volumes yaoi cujo protagonista é uma trap; e "Hatsujou Danchi", doujin que traz uma atraente milf dona de casa - parecidíssima com a Akiko Minase de "Kanon" - que trai o marido com um rapaz enquanto este sai a trabalho. Há outros publicados em revistas ao longo dos anos, mas como são curtíssimos não vale a pena descreve-los um a um, logo cliquem aqui para conhecê-los visualizando o perfil do mangaká no My Anime List.

Além disso, dos nomes citados nesse post ele é com folga o mais ativo na publicação de ilustrações avulsas pela internet, estando presente tanto no Twitter, quanto no Pixiv.


*Volumes: A maioria de vocês deve ter noção desse detalhe, mas em se tratando de doujins esses volumes possuem em geral vinte páginas, podendo, entretanto, chegar desde um pouco menos até bem mais do que essa quantidade.

**Nakadashi: Da série "Por que alguém seria tão específico em pesquisar por isso", é quando há cenas onde o homem (ou garoto, futanari, enfim: alguém com um pênis) goza dentro da parceira - ou parceiro, né, dependendo da situação. E é normal ver isso numa quantidade que dá a entender que a pessoa estava há talvez uns dois anos sem ter um orgasmo...

Censura: Julgando que deva ser de grande interesse para muitos, outro ponto positivo para os doujins de Cle Masahiro é que eles são um dos mais fáceis de se achar sem censura passado algum tempo após o lançamento.
O que deveriam fazer com ele, e se está tudo bem em toca-lo?! Olha, por onde eu deveria começar a responder isso...


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Goyac

Tendo criado mais de quarenta doujins, no início Goyac se focava exclusivamente na série "Fate/stay night" e suas sequências; pude achar pela internet cerca de 14 doujins dele (sendo 1 não hentai que não se encontra na página que linkei) onde, na maioria, o destaque era a tsundere Tohsaka Rin – mas, apesar de não ter havido depois (por enquanto) nenhuma outra série que tenha chegado a tais números em suas mãos, o motivo de ter me interessado nesse artista e decidido menciona-lo no post é devido a certo casal de garotas, também tsunderes, cuja relação será a mais simpática que verão por aqui.


Com traços mais atraentes e detalhados em comparação com seus primeiros trabalhos, desde 2012 Goyac já lançou 11 volumes (média de 2 por ano, um a cada edição da Comiket) de "Secret Flowers", série focada nas personagens Himawari Furutani e Sakurako Oomuro de "Yuru Yuri", anime slice-of-life de garotinhas que possui não uma, mas várias e diversas doses de piadinhas yuri em suas pequenas histórias. Nesse caso em particular, temos duas coadjuvantes amigas de infância que, podem brigar constantemente e gritarem aos quatro ventos que se desgostam, porém no fim sempre surgem adoráveis cenas entre elas que deixa claro o quão uma se preocupa e preza pelo bem estar da outra, muitas vezes parecendo ser claramente algo que vai além de mera amizade – mas, igual a qualquer um dos demais "casais" do anime, sempre só ficamos nisso de alívio cômico e fanservice yuri e moe, sem acontecer nada de concreto na relação delas.

E é aí que entra uma das maravilhas dos doujins ao dar um basta para tantas insinuações e chove e não molha ao apresentar uma evolução do que é visto na fonte (e o que é mais raro, trazer um roteiro de verdade junto), pois, ao contrário dos inúmeros momentos sugestivos na obra original que puderam ser contornados de uma forma ou de outra, como é que seria possível fingir alguma coisa após flagrar sua melhor amiga se masturbando enquanto fala seu nome e, digamos assim, "usa" uma peça de roupa que você esqueceu na casa dela, como?



É dessa forma embaraçosa e nada sutil que Sakurako descobre os reais sentimentos de Himawari, depois de ter inventado que tinha ido embora de sua casa para na verdade se esconder embaixo da cama da amiga para poder assusta-la – e Himawari, ao se ver sozinha de repente e com a jaqueta da amada esquecida num canto, acaba não resistindo e cede aos seus tão contidos desejos carnais, porém não tarda a reparar numa certa baixinha se esgueirando pelo quarto para não ser vista, em vão. A partir desse ponto acompanhamos o desenrolar de uma fofa, atrapalhada, cômica e obviamente picante relação amorosa entre essas duas, na qual o tsunderismo e orgulho de ambas - principalmente de Sakurako - ainda causará alguns solavancos, contudo não interromperá essa fase um tanto inocente de descobrimento sexual entre elas. De teor bastante vanilla, nesses onze volumes há inclusive 3 que sequer possuem conteúdo explícito algum, apenas diálogos que enfatizam as personalidades ainda imaturas desse casal através de discussõezinhas quase infantis e brincadeiras levemente eróticas e meio desastradas, tendo também espaço para flashbacks que mostram a meiga amizade delas quando crianças e o nascer do amor de Himawari por Sakurako. Em resumo, "Secret Flowers" é um exemplo de doujin baseado em série já existente que tenta, simultâneo ao conteúdo pornográfico, manter o mais verossímil possível o caráter das personagens envolvidas em comparação com a fonte original - mesmo porque, convenhamos, na série "Yuru Yuri" de fato só faltaria um "imprevisto" desses para tudo isso acontecer de verdade...



Pra mim essa série é de longe a melhor de Goyac, não só pela questão da arte como ainda pela criatividade na construção de situações bem humoradas e sensuais e o desenvolvimento agradável do elo amoroso de suas personagens. De todo modo, citando brevemente outras obras suas - boa parte vanilla também -, ele ainda produziu até o momento mais 4 doujins focados nas demais garotas de "Yuru Yuri", além de 2 baseados em "Ore no Imouto" (tendo a Kuroneko como maior destaque, especialmente em um onde há cenas de footjob, fetiche muito explorado em cima dela por vários mangakás), 3 em "Non Non Biyori" com a Komari de personagem principal (todos yuri mesclados a incesto, sendo o primeiro volume não hentai) e, por fim, 1 doujin de cada para "Tengen Toppa Gurren Lagann", "Fullmetal Alchemist", "Onegai Twins", "Toaru Kagaku no Railgun", "Shinryaku! Ika Musume", "Kemono Friends", "Ano Hana" e "Mahou Shoujo Madoka Magica", dentre outros - esse último é talvez o mais bizarro que ele criou, visto que não traz como protagonista nenhuma das garotas mágicas do anime, e sim... A famigerada bruxinha Charlotte. Pois é.




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HB

Olha eu criando um post para citar mangakás de obras hentai, contudo recomendando a série de um que de pornográfico não tem nada. HB possui sim alguns trabalhos de conteúdo explícito, mas minha recomendação vai para "Oh! Komarino!!", série de 15 volumes totalmente coloridos e borderline hentai que mostra, basicamente, várias garotas passando por humilhações em público ao ficarem seminuas e/ou nuas devido a diversos incidentes absurdos - a propósito, bordeline hentai é um termo usado para obras que trazem situações bem eróticas e repletas de seminudez, nudez e até sexo, porém não exibem diretamente órgãos genitais. 


Uma moça que tenta fugir de um incêndio numa casa de banho auxiliada por um bombeiro, havendo o "insignificante" detalhe de que ela está só de toalha e fica presa ao arriscar passar por uma pequena janela, tendo agora de um lado o profissional tentando lhe empurrar enquanto apalpa indiferente todo o seu corpo e, do outro, curiosos e até a imprensa na rua testemunhando seu delicado salvamento; duas amigas em um parque aquático que decidem descer um tobogã juntas, mas que acabam se enroscando uma na outra, havendo nisso toques acidentais em lugares íntimos alheios e biquínis se afrouxando e sumindo de vista; uma repórter realizando uma cobertura ao vivo de um furacão, cujos ventos fortes e até objetos carregados por ele causarão estragos na sua roupa suficientes para fazê-la passar vergonha diante de milhares de telespectadores; e uma jovem que tenta subir numa árvore para pegar o balão de uma criança, algo que consegue, mas às custas de perder seu sutiã e assim precisar se esconder de dezenas de pessoas que estão presentes num parque para vislumbrar o desabrochar das flores de cerejeiras. Enfim, juntando a descrição de alguns cenários e as generosas e imagens reunidas aqui já deve ter dado para perceber como tudo funciona - ou deixa de funcionar, para o azar dessas mulheres. Com somente cerca de 13 páginas para cada volume, "Oh! Komarino!!" traz com tons de comédia esse punhado de imaginativos, maliciosos e forçadíssimos acontecimentos em público onde cachorros alegres em excesso, pássaros intrometidos, peixes fugidios e até as forças da natureza são inimigos do sexo feminino (ou apenas pervertidos...), e no qual você verá bundas, peitos e cenas sugestivas à exaustão, porém nada acima disso graças à indispensável censura conveniente que tentará ocultar de todas as maneiras possíveis - contrariando as leis da física frequentemente - aquelas partes que tornariam essa série em um hentai - o que para alguns poderá ser frustrante, mas, oras, há aqui mais 6 mangakás cujas obras exploram diversos fetiches e cantos do corpo humano, então um ou outro título que só sabe atiçar a libido não fará mal algum...



Fora essa série, HB criou ainda 4 doujins yuri e não hentai de "Senki Zesshou Symphogear", focados nas personagens Maria Cadenzavna Eve e Tsubasa Kazanari; pelo menos três outros doujins que carregam gender bender* como tema principal, e por fim um mangá todo em cores chamado "Denei Girls 〜Yume No Garakuta〜", que pega emprestado algumas das garotas de "Oh! Komarino!!" e as reaproveita em um cenário mais explícito e novamente cheio de incidentes convenientes.




*Gender bender: Termo usado para quando houver a troca de sexo de um personagem, seja isso algo que ocorre desde o início ou através de qualquer transformação - também é possível vê-lo ser aproveitado (principalmente em sites que disponibilizam online mangás não explícitos) para designar histórias onde há, em primeiro plano, conflitos de identidade de gênero ou travestismo.

Obs: O link que passei ao citar "Oh! Komarino!!" pela primeira vez não possui todos os volumes disponíveis (e ele demora mesmo para carregar a página), e não achei nenhum site que os tivesse a não ser o ExHentai, que é hoje minha única ferramenta de busca para esse tipo de material - não o tenho linkado nos outros textos porque é preciso antes realizar algumas ações para poder acessa-lo, pois caso contrário você só verá a imagem de um panda triste. Clique aqui para visualizar um tutorial explicando como escapar disso.

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Ishikei

Também conhecido como "NiseMIDIdoronokai", que é o nome de seu círculo, Ishikei quase não entrou nesse post porque num primeiro momento o considerei semelhante demais a Cle Masahiro, e não queria citar dois autores muito parecidos. Contudo, ambos podem possuir trabalhos majoritariamente coloridos - no caso dele, entre mais de 50 doujins, mangás e one-shots que pude encontrar só uns 4 eram em preto e branco -, fazerem uso competente de técnicas de shading e não darem a mínima às preliminares e construção de argumentos normalmente pífios, partindo sempre para as cenas de sexo e ponto final (hábito esse que Ishikei frequentemente cita em suas anotações e pede para perdoar...), mas fora isso tal mangaká se destaca ainda por desenhar corpos femininos mais anatomicamente realistas na maior parte do tempo - especialmente nas paródias lançadas nos últimos três anos - e, ao invés de pés, ter obsessão por peitos (outro assunto que adora citar no final ou início das obras e sim, nessa parte ele exagera "um pouco") e sequências que envolvam facial e sexo anal - cerca de 80% de seus trabalhos trazem essa dupla em ótima harmonia, se apresentando em quase todos eles como o ápice da putaria que este autor consegue criar (uau).

Ah, Ishikei também é conhecido por, com o passar do anos, conseguir desenhar de forma bastante chamativa e esmerada aquela parte do corpo masculino que geralmente nem vemos direito devido a censura, sabem... O pênis.

E este atributo é algo que ele não cansa de usar para se gabar em seus comentários, admitindo inclusive que às vezes desenha pênis demais em certos doujins.


Okay. Sigamos adiante.


Talvez por isso é que sejamos capazes de encontrar nada menos que 4 títulos onde garotas são flagradas ao redor de clones do protagonista masculino de suas respectivas obras originais, tais como em "Namaka5", um dos 5 doujins que Ishikei criou da irregular comédia romântica "Ichigo 100%" - nele apenas recebemos breve explicação, em poucas linhas, de que o rapaz Junpei tomou um estranho remédio que criou outros alter egos de sua pessoa, e estes no desenrolar da "história" acabam dando conta de algumas integrantes do harém. Já em dois dos igualmente 5 doujins baseados na picante franquia "To LOVE-Ru" ("Mikanal" e Mikan AX") temos a prestativa Mikan lidando com alguns clones do bobalhão Yuuki, sendo que logo na primeira página de "Mikanal" nosso comunicativo mangaká esclarece que a heroína Lala inventou algo que causou isso, porém como qualquer pessoa poderia ter tal ideia ele preferiu rasgar essa introdução e partir logo para o que importava - justo, compreensível. Por fim, o sentimental "Clannad" também recebe um cenário desse tipo em "OKAZ", no qual um feitiço qualquer deu errado e agora temos vários Tomoya com a libido nas alturas - e algumas de suas colegas, preocupadas com a situação, decidem dividir o fardo de acalmar o garoto e suas réplicas até que tudo volte ao normal, apesar de que a um tanto agressiva Kyou Fujibayashi - personagem da qual Ishikei gosta tanto, um "amor à primeira vista" como ele mesmo confessa, que até já lançou um doujin com ilustrações focadas nela - se mostra gananciosa ao querer cuidar da maioria dos clones sozinha, conforme podem ver na imagem abaixo...



Entre outras dezenas de paródias produzidas por ele, posso ainda citar de relevante uma de "Infinite Stratos" onde o tapado do Ichika, aqui cansado da algazarra constante causada pelas garotas à sua volta (mas é óbvio que agiriam assim, visto que seu interesse amoroso é tão denso a ponto de fazer este tipo de pergunta), decide "dar uma lição" nelas ao transar com todas de uma vez - exceto a amiga de infância Houki, que chegou atrasada na festinha e só aparece no penúltimo painel da última página. No doujin de "Accel World", "ATARI", o protagonista gordinho Arita torna-se dono do único avatar capaz de ter orgasmos (!) no mundo virtual existente na trama original, qualidade essa que ele aproveita para ficar mais íntimo da bela Kuroyukihime e companhia (e caso tenham receio de vislumbrar tal personagem caricato numa obra desse gênero, vale mencionar que em quase 15 páginas só presenciamos "aquela" parte do corpo dele, muito bem dotada por sinal, e nada mais); continuando, a ótima comédia escolar "School Rumble" obteve dois títulos, sendo que um deles até esboça um cenário ao mostrar Harima sonhando com a doce Yakumo para logo em seguida, ainda inconsciente, prosseguir suas ilusões eróticas com a surpresa tsundere Sawachika (sono pesado, esse...), ao passo que o outro se resume puramente a sexo em grupo das heroínas com potenciais vários Harimas - o "plot" não chega a explicar direito o que se passa para eu ter certeza quanto a isso, mas, assim, pouco importa esse detalhe. Nisso, o slice-of-life de garotinhas "Gochuumon wa Usagi desu ka?", a comédia dramática "Angel Bets!" e, estes no mesmo doujin, as fantasias "Hai to Gensou no Grimgar" e "Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu" receberam tratamento parecido uma vez que aqui sequer há muitos diálogos, quanto mais qualquer argumento para justificar as boas sequências de sexo envolvendo Rem, Merry e outras. Já o clássico "Code Geass: Hangyaku no Lelouch" ganhou, olhem só, um calendário muito mais "empolgante" do que os da Pirelli em seus melhores anos, e se acha uma pena que ele agora esteja velho porque é de julho de 2007 a junho de 2008, basta aguardar por 2035 que assim poderá usa-lo novamente para consultar datas - pois é, no meio de exemplificações sobre pornografia 2D você acabou de aprender que os calendários se repetem a cada 28 anos. 


Finalizando essa parte, o causador de tantas polêmicas e haterismo "Suzumiya Haruhi no Yuutsu" esteve presente em três doujins, nos quais dois são apenas ilustrações aleatórias e o terceiro começa com Kyon tendo uma forte e inexplicável ereção, Nagato dando qualquer motivo pseudo científico para isso - baseando-se em argumentos tirados da light novel - e Haruhi se prontificando a resolver este problema com o seu corpo - mas a estabanada Asahina e a garota inexpressiva alienígena acabam ajudando também. "Gundam Seed", "Kannagi", "Lucky Star", o esquecido, mas engraçadinho "He Is My Master", "Zero no Tsukaima" e "Kashimashi ~girl meets girl~" (o único trabalho de Ishikei que possui conteúdo futanari no meio) são outras obras parodiadas que pude encontrar pela internet, fora vários animes, jogos e mangás que ganham ocasionalmente uma ou outra arte avulsa em antologias.


Enfim, resta mencionar o campo de doujins originais, o qual tal autor possui um bom número de lançamentos, porém a maioria deles são one-shots curtos que normalmente não chegam a dez páginas cada, às vezes nem cinco. Um rapaz fazendo sexo com duas amigas de infância (duas!) que de início brigam por ele, mas rapidamente aceitam dividi-lo? "Much Ado" e seus 4 diminutos capítulos. Jovens recém casados (e novidade, são amigos de infância...) que por transar tanto acabam perdendo a viagem pra lua-de-mel? "We Are Just Married!!". Uma garota apenas sonhando perversões que o irmão mais novo (TALVEZ) faria com ela caso descobrisse que não são irmãos de verdade? "Sukimono". Uma jovem finge estar namorando o amigo de infância (de novo...), e este acaba virando "presa" de suas colegas do conselho estudantil? "Nyohan Desu Yo" - ah, depois disso os dois começam a namorar pra valer, apesar de que na continuação "Pure Hustle" o rapaz se transforma oficialmente no brinquedinho sexual do conselho. Garoto flagrando a vizinha mais velha numa situação íntima e embaraçosa e, bem, já sabem o que virá em seguida? "I Walked on the Moon". Enfermeiras de uma escola praticando atividades um tanto "vulgares" que vão além do exigido por seu posto de trabalho? "Lewd Health Officers". Repórter novata realizando uma matéria sobre "rabanetes fantasmas" que na realidade são vários pênis (é, é, não pensem muito, talvez Ishikei criou isso num dia em que só queria desenhar bastante essa parte do corpo e pronto)? "Glutton Crime", e por aí vai.


Quase todos esses títulos e outros podem ser vistos de uma vez em "TiTiKEi", antologia que compila vários one-shots e ilustrações desse autor - além disso, sua única obra original que vai alem de algumas páginas é "Insei Iro Iro", um habitual mangá de incesto que mostra uma loira de busto imenso e seu irmão transando em várias situações através de capítulos praticamente aleatórios e não lineares. Independente do cenário e se é paródia ou não, corpos bem desenhados, peitos e muitas sequências de facial e sexo anal (não esquecendo ainda o órgão genital masculino em profusão aqui e ali...) formam a base para os trabalhos de Ishikei. Pessoalmente eu adoro a arte, e critico somente o fato de ele não tentar desenhar expressões faciais com maior realismo e variedade...


Mais: Ishikei também foi ilustrador da visual novel "Kiss x 300 Konna Sekai" e criador do design para estas figures originais. Não é querendo me gabar (ou fazer com que sintam pena de mim), mas eu tenho aqui em casa essa figure - que retrataria uma bela funcionária da Comiket - e admito que desde sua chegada ela não usou mais a blusa... 


Todos nós pensamos, deixa ela.

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Mamezou

Muito sexo anal e Minase Iori: isso define os trabalhos de Mamezou, que é um daqueles autores que se mostram obcecados não somente por certo fetiche em particular, como também por uma personagem - nesse caso, estamos falando de uma das protagonistas do "The iDOLM@STER", Minase Iori, que faz a clássica tsundere baixinha dublada por Kugimiya Rie. Aliás, não é nada raro encontrar mangakás que criam vários doujins focados em apenas uma personagem, tanto que em relação a "The iDOLM@STER" mesmo é possível ainda achar outros autores extremamente fiéis às demais aspirantes a idols do anime e jogo, entre elas Miki Hoshii, Takane Shijou, Hibiki Ganaha e Chihaya Kisaragi, por exemplo, sendo que a lista se estenderia muito além se considerássemos a "nova geração" de garotas do fraquinho "The iDOLM@STER Cinderella Girls"...


Trazendo outro autor com trabalhos de teor altamente vanilla, comecemos por sua "musa"; Iori já protagonizou (até onde sei) 15 doujins de Mamezou, estando 11 deles inseridos numa série intitulada "Iorix" - o que não importa tanto, pois sequer há linearidade entre os volumes e, de qualquer modo, a temática de todos os doujins é praticamente igual. Mais sincera, fofa e expressiva do que sua versão original, vemos aqui uma Iori se relacionando amorosamente com o Produtor (protagonista masculino sem nome que no anime é responsável em gerenciar as carreiras das garotas), e a partir disso... Sexo anal. Bastante sexo anal. No sofá, na cama, no banheiro, após um show, estando acordada ou ainda dormindo (o mundo excêntrico dos hentai torna "surprise butt sex" algo totalmente factível e corriqueiro!)... E, lógico, sempre havendo a devida proteção e preparo necessários para a prática desse ato - ou só às vezes, para ser franco. Em uma ou duas cenas pode até aparecer alguma variação nas posições e etc, mas... Sexo anal de novo poucas páginas depois. De resto, se já não fosse o suficiente haver uma baixinha 1/4 tsun e 3/4 dere viciada nisso e que, pode de vez em quando ficar birrenta do nada (olha que evitei ser grosseiro ao não dizer ** doce para fins de trocadilho) ou chamar o Produtor de pervertido por só pensar em sacanagem, mas que no fim se mostra tão ou mais depravada quanto ele, também surge como atributo secundário nesses doujins a interação engraçadinha e suave entre os dois, tendo direito a personagem masculino piadista e com certa presença - em um hentai! - e uma garota de constantes carinhas alegres e vermelhas e declarações amorosas desajeitadas auxiliada pela arte bonitinha de Mamezou. Tudo bem que eu li isso e vários de vocês lerão também devido à pornografia, mas é até uma pena que não tenha, como disse acima, linearidade entre cada volume para haver uma maior evolução nisso, tanto que inclusive há de quando em quando um "reset" na relação deles, recomeçando tudo do zero.

Enfim, é o amor - e com muito sexo anal. (e bem, caso questionem o que está havendo na imagem maior acima que foi profissionalmente censurada por mim, ela "apenas" mostra um dakimakura caseiro do Produtor que traz acoplado um dildo com a forma exata do pênis dele... Digamos que é uma maneira única de matar a saudade pelo amado que se encontrava distante.)

Ignore o "Final" no título desse, já que depois dele já foram lançados ao menos outros três doujins da mesma série (incluso esse agora na Comiket de agosto, que ocorreu entre os dias 11 e 13)...


Considerando o que dá para achar na internet, podemos dizer que mais da metade dos trabalhos de Mamezou é focada em "The iDOLM@STER": junto aos protagonizados por Iori, há ainda 2 doujins - os primeiros dele, talvez tenha sido uma paixonite momentânea? - voltados a Haruka Amami, 1 com Iori e Yayoi dividindo as páginas e o Produtor e outro com Iori e Hibiki fazendo o mesmo. Quanto ao restante, com exceção a um bizarrinho doujin de "K-ON!" onde a Ritsu e a Tsumugi adquirem um pênis (!) após serem atacadas por uma água-viva (e claro, por sua vez elas atacam a Yui e a Mio), os demais se concentram em one-shots publicados em diversas revistas que, posteriormente, seriam reunidos e lançados em duas antologias intituladas... "Anax" e "Anal wa Sex ni Hairimasu ka?", dos quais acredito que nem preciso dizer o motivo para esses nomes, né? Compostos por 10 capítulos cada, ressalto alguns dos que receberam tradução em inglês até o momento, como por exemplo o de uma loirinha russa membro de um clube de História que sugere ter interpretado mal o significado da palavra "shudou" (sexo entre samurais para fortalecer a relação e o desejo de um lutar pelo outro), ocasionando assim em cenas de sexo anal com seu companheiro de clube a fim de ficar íntima dele; o de uma garotinha, cópia de Iori da cabeça ao pés, que se encontra num roteiro do tipo "irmãzinha que chantageia o irmão mais velho a fazer sexo (anal) com ela, porém tudo acaba bem no final já que ele também a amava há bastante tempo"; o de um casal de namorados onde a garota, para saciar sua inusitada curiosidade, impele o rapaz a fazer sexo anal juntos para descobrir se essa prática pode mesmo ser considerada um ato sexual (sendo que pretende chegar nessa conclusão com a simples ideia de que "se for bom, é, se não for bom, não é"...); e, o melhor desses, a série de 3 capítulos "Welcome to the PSL Club", cuja história é sobre Hika, a (única) integrante de um clube que tem como intuito ajudar alunos a resolver seus problemas - não importando quais, mesmo que logo no início a vejamos receber o pedido de uma garota, chamada Shiranami, querendo que lhe ajude a persuadir o namorado a fazer sexo anal com ela (pra variar!). Como não é de dar para trás (...), apesar de ser totalmente inexperiente no assunto Hika acaba estudando o tema e, com certa facilidade, convence o namorado de Shiranami a finalmente se interessar por sexo anal... Ainda que tenha sido preciso uma "aula prática" para isso. Após esse desenrolar vemos um casal feliz da vida transando como coelhos enquanto, ao mesmo tempo, certa garota se tortura por dentro por ter traído a confiança de alguém e não conseguir parar de pensar no rapaz - ah sim, ela também acabou ficando viciada em estimular aquela parte do corpo -, contudo o estilo vanilla de Mamezou prevalece até mesmo em um doujin que começa com traição, pois o "happy ending" surge com os três formando alegremente um triângulo amoroso... Sustentado por mais sexo anal, não esqueçamos disso (fico orgulhoso, ou não, em ter dito tal palavra exatas doze vezes durante esse texto...).

Chega. Vamos partir para outra parte do corpo no próximo mangaká.

Qual deles?: Apenas voltando a falar rapidamente sobre iDOLM@STER, há algum tempo alguém chegou no Animecote usando o termo de busca "personagen de hentai chamado produtor-san"; resta saber agora se o pobre sujeito (ou seria uma mulher?) estava procurando pelo Produtor do anime de 2011, o Produtor da série de 2015 que é bem mais "macho alfa", ou... Esse Produtor aqui com cara de P, da animação em curtas "Puchimas!" - ué, por que não, há de fato doujins onde esse personagem aparece assim! (o que não faz tanta diferença porque ele ou um cara sem rosto são quase a mesma coisa, e antes isso do que ter de aturar o arquétipo do homem gordão, feioso e peludo)
Chega desse assunto, já falei...



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Shinooka Homare

Abundância de footjob e femdom*; esses dois fetiches andam de mãos dadas em praticamente todos os quase trinta doujins de Shinooka Homare (antes conhecido somente como Homeko) que pude encontrar pela internet - apenas em 2 títulos eu vi um desses fetiches atuando sozinho, enquanto num outro, do início de sua carreira como mangaká, não havia nenhum deles em destaque. Repletas de mulheres dominadoras que fazem seus parceiros de gato e sapato, vale ressaltar como curiosidade que boa parte dos trabalhos originais de Shinooka foram publicados na "Girls forM", coletânea com atuais quinze volumes que reúne obras de vários artistas cujo foco é justamente isso, do sexo masculino sendo humilhado e subjugado pelo feminino em prol da obtenção de prazer.


Em "Foot Lycra e Youkoso!" um jovem trabalhador, a fim de aliviar o estresse, aceita a indicação de um colega para ir num salão que realiza massagens com os pés, sem ele saber que lá existe certo "tratamento especial", exclusivo para poucos, onde as massagistas usam principalmente seus pés, mas também outras partes do corpo para estimular todas as zonas erógenas do cliente - contudo, nesse servicinho extra o "felizardo" geralmente acaba em dado momento sendo imobilizado por cordas, tornando-se assim incapaz de se defender dos pés e do apetite sexual voraz dessas funcionárias. Já em "Shukusei Mattress" é visto o "sofrimento" de um rapaz diante da virtuosa líder do comitê disciplinar que é terrivelmente semelhante a certa personagem de "Kill la Kill", pois, após ela flagra-lo usando suas meias-calças para se masturbar, o que antes era uma respeitosa relação entre senpai e seu assistente se torna num jogo no qual o garoto é transformado em mero capacho, se humilhando para ser agraciado pelos pés que idolatra. Ambos paródias da visual novel "Love Plus", os doujins "Kuro Manaka no Fumifumi Oshioki" e "Rinko's After School Punishment" mostram a relação de dois casais de namorados, tendo no primeiro uma garota bastante sádica que brinca e controla o ímpeto sexual do rapaz, e no segundo uma estudante que chega a ser levemente mais bondosa com o amado quanto a isso, mas de todo jeito nos dois títulos há novamente longas e barulhentas sequências de footjob. Ah, sim, não poderia faltar incesto, seja em "Onee-chan's S&M Lecture", com uma irmã mais velha que "ensina" a seu irmãozinho o significado exato da palavra "sádico" que ele entendeu erroneamente (nada mais efetivo e marcante do que aprender alguma coisa com o seu próprio corpo!), seja em "Anta wa Atashi no Ottoman", onde outra irmã mais velha descobre que seu irmão escreveu uma história de incesto tendo ela como modelo, e agora usará isso para chantageá-lo e, como uma ação leva a outra, abusa-lo sexualmente. 



Havendo ainda tramas como a de uma adolescente tirando a virgindade do irmãozinho de sua melhor amiga, presidente do conselho estudantil "punindo", junto com mais duas garotas, o vice-presidente que pretendia encontrar alguma fraqueza sua para chantageá-la, um doujin envolvendo a gótica Celestia e a trap Chihiro de "Danganronpa", 6 doujins baseados no popular jogo "Kantai Collection" (tendo um yaoi no meio deles com a versão masculina da personagem Z1), 5 inspirados em "The IDOLM@STER (com destaque para os protagonizados por Chihiro Senkawa, valendo citar aqui também que nos últimos dois anos este autor tem focado sua atenção exclusivamente em paródias) e mais alguns títulos - alguns nunca traduzidos - que abordam novas relações entre casais de namorados ou irmãos com interações semelhantes ao que já foi citado, Shinooka Homare sempre retrata suas personagens com expressões pra lá de provocativas e maliciosas, enquanto os homens recebem feições mais frouxas e ingênuas do que o normal para salientar a passividade deles diante do sexo feminino - mas apesar disso tudo, mesmo que surjam também alguns elementos e práticas sexuais incomuns, tais como constantes cenas de negação de orgasmo ou inclusive o uso de cinto de castidade masculino, no fim não se vê nenhuma história "dark" ou muito tensa, já que após a surpresa inicial eles cedem aos desejos e joguinhos eróticos sadomasoquistas com enorme e patético êxtase estampado no rosto. E como última nota antes de prosseguirmos para o próximo (e muito famoso) mangaká, não sei dizer se continua nele até hoje, mas vários desses doujins Shinooka fez estando em um círculo chamado "40denier" - e "denier", nesse caso, é uma nomenclatura americana que usa o número de fios para definir a espessura de meias-calças (o número 40 no nome do círculo deve ser indicação da espessura média retratada nas histórias), acessório que é presente em 100% dos doujins dele, como devem ter notado pelas imagens. Eis um homem dedicado ao extremo pelo fetiche que tanto adora!

*Femdom: Abreviação de "Female domination", termo designado para cenas onde a mulher domina sexualmente o homem - ou outra mulher, também, se for o caso.



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Shun Saeki

A ordem alfabética o fez se tornar o último, mas caso este post tivesse sido montado de acordo com o número de títulos lançados por cada autor, Shun Saeki não subiria muitas posições e talvez só ficaria à frente de HB - o que seria até irônico, pois ele é provavelmente o profissional de maior renome dentre os que citei aqui.

Usando o apelido "Tosh" quando era produtor de doujins e mangás pornôs - sim, na verdade ele nem se encontra mais nesse ramo -, Shun Saeki é conhecido hoje por ser ilustrador de "Shokugeki no Souma", aquele mangá shounen de culinária onde mulheres possuem traços provocantes e normalmente, a destacar nos primeiros volumes da obra, seus personagens realizam com frequência expressões pra lá de sugestivas e literalmente orgásticas ao provar algum prato suculento. Ele também foi autor do "character design" das duas temporadas do bagunçado "Active Raid" em 2016, o que rendeu um elenco feminino bastante atrativo, e pela internet ainda é possível acha-lo ao pesquisarmos por "Hikakuteki Simple na Panty", que era o nome do círculo em que participava.


Dito isso, em relação a paródias conseguimos esbarrar por aí em exatos 10 títulos produzidos por Saeki, e no geral estes e os seus trabalhos originais focam bastante em sequências cujos fetiches se resumem a harém, fellatio, facial e gokkun**, tudo com historinhas bem vanilla apesar das "tags" que acabei de citar. "Baka to Test to Shoukanjuu" ganhou dois títulos, sendo que em "Chichi to Bust to Oppaichuu" as garotas Shimada e Himeji sofrem de início com a falta de inteligência do protagonista Akihisa em perceber as suas pervertidas intenções, porém conseguem forçar um caminho e transam com ele na enfermaria da escola, enquanto que na continuação "Chichi to Bust to Oppaichuu 2" a brocon Akira começa dando em cima do irmão, mas rapidamente Shimada, Himeji... E é claro, a trap mainstream Hideyoshi se juntam a ela - havendo o detalhe genial de que, por Akihisa sempre enxerga-lo como uma garota, Shun Saeki o vai desenhando dessa forma durante as sequências de sexo, e ainda colocando no meio um providencial aviso dizendo "Já que o Akihisa é um idiota, esta cena será retratada na visão dele". Pronto, a masculinidade dos leitores mais sensíveis foi protegida momentaneamente e o autor fugiu da única cena explicitamente yaoi que poderia ter criado em sua carreira (apesar de que no primeiro titulo há uma ilustração com Hideyoshi no final que se envereda pra esse lado, e não é a que coloquei logo acima e sim outra de teor explícito).


Entretanto, a hilária comédia romântica com sereias "Seto no Hanayome" foi claramente o seu "queridinho" nessa época, pois dele foram produzidas cinco paródias. Como Shun Saeki, em seus doujins, é mais um autor ao estilo "Argumentos pra quê, eu só quero mostrar a putaria e nada mais", eu sinceramente não tenho muito a comentar sobre esses porque vemos apenas as principais garotas - a estúpida noiva prometida e filha de um mafioso Sun, a idol Lunar, a rigorosa Akeno e a amiga de infância Mawari - se reunirem em volta do protagonista Nagasumi em várias orgias, às vezes começando com todas de uma vez, em outras com cada qual entrando aos poucos na bagunça - se muito, posso ressaltar que Saeki aproveita de maneira decente as excêntricas personalidades originais de cada personagem, isso enquanto usa brevemente na primeira página de alguns doujins, tão rápido que se você piscar mal nota, motivos manjados já abordados em outros textos para "justificar" a sacanagem, tais como poção misteriosa que aumenta a libido ou... Clones do líder masculino, pra variar. As demais paródias dele se resumem a uma nunca traduzida de "Jigoku Shoujo", outra exclusiva de "Zero no Tsukaima" (também igualmente ignorada pelos tradutores) e uma terceira que possui em 25 páginas pequenas histórias baseadas tanto no anime de fantasia que acabei de citar, quanto em "Mahou Shoujo Lyrical Nanoha" e em "Code Geass: Hangyaku no Lelouch", este último com a orgulhosa Kallen tendo que lidar - sem chegar a reclamar muito - com vários autoproclamados "Zeros".


Ih, ferrou...



Prosseguindo, quanto a trabalhos originais (que, ao contrário das paródias, possuem cenários mais palpáveis criados por Saeki) temos dois mangás, com mais de 200 páginas cada, que narram as aventuras sexuais de vários casais. Nos 12 capítulos de "Menkui!" posso destacar, começando primeiro pelos temas rotineiros até chegar aos de cenários um tanto bizarros, "Sister or Lover", que traz o indispensável incesto na forma de uma garota que não cansa de dar em cima de seu meio irmão até este esgotar suas réplicas irônicas para ignora-la e não suportar mais as investidas agressivas dela; "Troublesome Sisters", outro com irmãs não biológicas e composto por 3 capítulos que podem ser divididos em "Um: transe com suas irmãs de criação, tendo até trechos de lesbianismo entre elas", "Dois: transe com a garota bonita e nerd da escola que tinha interesse em você" e finalmente "Três: transe com todas ao mesmo tempo após estas entrarem num acordo para dividi-lo sem seu consentimento, e durante o processo aproveite novas cenas de lesbianismo"; "Apron Attack!!", onde uma jovem e doce dona de casa recepciona seu marido vestindo apenas um avental, pois pretende renovar a relação uma vez que achava que ele a estaria traindo com outra mulher por não mais procura-la para fazer sexo (triste um casal de verdade ser menos comum em hentai do que incesto entre irmãos, não é); "Menkui!", protagonizado por uma universitária - hentai se passando numa faculdade, que raro - chamada Ichijou Manami (essa até virou uma figure) que rejeita com frieza e palavras duras toda e qualquer confissão que recebe, isso até ser abordada por um confesso "menkui" - termo usado para designar alguém superficial que sente atração apenas pela aparência dos outros - cuja honestidade e ousadia nos fará conhecer um lado mais "dere" da moça e testemunhar atos sexuais ao ar livre nos arredores de uma faculdade; "Trouble Position", historinha na qual um rapaz de nome Tsuyoshi salva sua amiga Ayaka de sofrer bullying no ensino fundamental e esta decide segui-lo para sempre, ao passo que o garoto apenas fala para ela nunca toca-lo - o que de fato acaba acontecendo, com os dois chegando até a faculdade tendo Ayaka literalmente atrás de si o tempo inteiro, situação vexatória ao agora adulto Tsuyoshi cuja parte de baixo de seu corpo também não está aguentando mais; e, este o principal título, "Maid & Master & #2-chan", que é focado em Masaru e sua vizinha Akina, dupla que desde a infância não tem se dado muito bem após uma discussão que tornou o garoto em um otaku aficionado por empregadas. Em seguida, vemos ainda que Masaru possui uma boneca sexual de pano que costurou com as próprias mãos há dez anos (!), e quando Akina descobre estupefata tanto esta sua "parceira", quanto seu fetiche ao flagra-lo em momentos íntimos com a mesma, isso faz com que os dois enfim comecem a ter uma relação - que ficará turbulenta com o surgimento da bonitinha #2-chan, que é nada menos que a personificação da boneca de Masaru. Como ela ganhou vida própria isso pouco importa (nem explicam mesmo...), mas a partir desse ponto #2-chan, que se comporta como uma empregada deveras dedicada, se torna rival amorosa de Akina e as duas competirão pra ver quem consegue servir melhor ao seu "mestre" (e não decidirão tal disputa limpando a casa ou passando roupa, é claro).




Ufa.


Agora, sobre "Harem Time", o segundo mangá de Saeki... São ao todo 15 capítulos, e dentre eles posso citar rapidamente (porque desses aqui confesso não ter gostado muito) "Present for You!", conto em que uma garota bobinha dá ela mesma como presente de natal ao namorado - tendo embrulho e tudo! -, e no final disso vemos uma amostra de como quebrar de maneira cômica o coração do amado após este tomar coragem e lhe presentear com uma aliança; "Happy Family Sleep", incesto total entre mãe, filha e seu novo pai; "Reversible", no qual um rapaz, possuidor de uma visão excessivamente romântica e ingênua sobre as mulheres, se desaponta ao descobrir que sua namorada não é a santinha fofa que imaginava ser, contudo tal desilusão se resolve com sequências bastante intensas entre os dois; "One Step from Perfection!", que narra a relação entre uma garota loira de família rica e linguajar não muito educado com seu tutor; "Cosplay Revenge", que nos "ensina" que é normal trair sua namorada caso ela não queira fazer pra você cosplay de enfermeira; "Voice Training!!", onde uma idol treina e melhora a voz praticando muito sexo com sua staff (okay); "Eroctical Match", outro exemplo de lógica irrefutável na qual uma jovem estudiosa, ao perder o posto de aluna com as maiores nota para um colega recém transferido, acata os conselhos da enfermeira da escola e decide "derrota-lo" na cama (se pensar muito nisso, você perde); "A Woman Trained at Perfection", protagonizado por um homem que compra um brinquedo sexual na internet, porém recebe em casa uma mulher de verdade que fará tudo o que ele quiser (mas ainda vale os 7 dias para se arrepender da compra caso não tenha ficado satisfeito com o produto, e sempre tome cuidado com cobranças extras não especificadas anteriormente!); e fechando, "Harem Time", carro chefe do mangá que em 4 capítulos mostra o "drama" de Reiji Satou, homem que se sustenta com empregos de meio período até descobrir que é o único herdeiro existente da rica família Kamiyama. Sua mãe era amante do chefe de família anterior e nunca contou-lhe sobre as origens de seu pai, mas agora ele precisará tomar controle dos vários negócios dos Kamiyama e, detalhe importante, arranjar o quanto antes uma esposa para gerar seu herdeiro - e para isso Reiji terá 6 belas jovens dispostas a competir por seu coração (e bolso?), dentre elas Alice Kasaragi, garota com quem ele fez uma promessa de casamento na infância (...) 13 anos atrás da qual sequer lembra; e Miyako Hanazawa, mulher que já conhecia antes por ser cliente regular de uma loja onde trabalha, e que agora se encontra espontaneamente nessa inusitada situação por questões familiares. Obviamente não darei spoils do final, mas digamos apenas que o protagonista terá muitas pensões para pagar no futuro...


Seja por meio de pequenos contos de romance suaves entre casais (para os padrões de um hentai) ou orgias com várias garotas ao redor de um sortudo - ambos carregando uma leve veia humorística em vários diálogos -, em todos os casos Shun Saeki abusa o quanto pode dos temas citados lá no início, que são fellatio, facial e gokkun - sendo este último usado de maneira realmente muito fetichista, pois todas as suas personagens femininas amam praticar isso (até brigam entre si pra ter preferência!) quando, na vida real, a situação é bem diferente... De todo modo, querendo ou não esse acaba sendo um dos principais atributos de seus trabalhos, e acho uma pena que ele tenha parado de vez com tal ramo.

(e que contraditório, de novo, o autor com menos títulos publicados em separado ter sido o que recebeu o maior texto...)


Tá, tá, tanto faz, apenas comecem logo...


*Gokkun: Aqui é o ato de tomar o sêmen do(s) parceiro(s), seja direto "da fonte" (que maneira educada de falar...) ou através de qualquer recipiente - no geral é uma onomatopeia que significa justamente engolir alguma coisa, não sendo raro ouvi-la ao fundo em animes quando um personagem vai tomar certa bebida com sôfrego ou receio, como por exemplo uma cerveja gelada ou aquela típica poção de cor nada convidativa e efeito incerto...

Adaptações: Seus dois mangás viraram animações pornôs entre 2011 e 2013. Ambas produzidas pelo estúdio Office Takeout, "Harem Time" teve 2 OVAs que cobriu a história principal mais os capítulos "Happy Family Sleep" e "Yoi Koi" (este não cheguei a citar no texto pois o achei um dos mais fracos), enquanto que a versão de "Menkui!" também ganhou 2 episódios que adaptaram a história título, "Apron Attack!!" e "Maid & Master & #2-chan" - não que vá ter muito além do que disse aqui, mas eu comentei sobre esse segundo anime no post da seção X-10 "Dez animes hentai".



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E por ora é isso! Comentários, sugestões para uma possível segunda parte, quais desses autores já conhecia ou agora pretende conhecer, quais outros não citados você recomendaria e etc, e só deixar um comentário abaixo.




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